- Cientistas de duas redes alertaram a FIFA sobre o risco de calor extremo na Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México).
- A análise considera 104 partidas em 16 estádios, e cerca de um quarto dos jogos pode ocorrer em WBGT igual ou acima de 26ºC, exigindo medidas adicionais de refrigeração.
- Aproximadamente 5 partidas podem atingir ou superar 28ºC de WBGT, o que pode levar à suspensão de jogos em condições muito severas.
- Partidas de alto risco devem acontecer em estádios ao ar livre, principalmente em Miami, Kansas City e arredores de Nova York/Nova Jersey; há estádios climatizados, mas com riscos para torcedores do lado de fora.
- A FIFA informou que monitorará as condições em tempo real e está preparada para aplicar os protocolos de contingência; as pauses de hidratação de três minutos são vistas como insuficientes por alguns especialistas.
A comunidade científica alertou a Fifa sobre o risco de calor extremo na Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre Canadá, Estados Unidos e México, de 11 de junho a 19 de julho. Pesquisadores indicam que condições com calor e alta umidade devem ocorrer em várias partidas, especialmente no verão boreal.
Duas redes independentes de especialistas, a World Weather Attribution e cerca de vinte signatários de uma carta aberta, avaliaram 104 jogos em 16 estádios com base no WBGT, índice que soma temperatura, umidade, radiação e nebulosidade.
Segundo as análises, cerca de um quarto das partidas pode ocorrer com WBGT igual ou acima de 26°C, o que exige medidas adicionais de refrigeração. Cinco jogos podem chegar a 28°C, nível considerado perigoso e que pode levar até à suspensão de partidas.
A principal preocupação é com jogos ao ar livre, diurnos e em cidades como Miami, Kansas City e arredores de Nova York, onde o calor é mais intenso.
Medidas e resposta da Fifa
Os especialistas destacam que as pausas de reidratação, com três minutos, são insuficientes para a refrigeração corporal. Eles defendem pausas mais longas para reduzir riscos aos atletas. A proposta é que as pausas durem ao menos seis minutos.
A Fifa informou que monitora as condições em tempo real, usando WBGT e outros parâmetros, e disse estar preparada para aplicar os protocolos de contingência caso haja condições extremas. A entidade reforçou que acompanha medidas preventivas já implementadas.
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