- A Claude Code tem cem por cento do código escrito pela própria ferramenta, e noventa por cento do código da Anthropic é gerado por agentes de IA.
- Henrique Savelli, arquiteto de IA da Anthropic, apresentou os números no StartSe AI Festival, em São Paulo, na primeira apresentação presencial da empresa no Brasil.
- Um agente é a combinação do modelo de IA (o Claude) com o harness, a estrutura que envolve o modelo com ferramentas e verificação. Quanto melhor o modelo e o harness, mais eficiente o resultado.
- A empresa propõe critérios para adoção de agentes: entregável bem definido, contexto acessível e revisão do resultado mais rápida que criar do zero.
- O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, com planos de abrir escritório em São Paulo para o segmento corporativo, aumentando a disputa com a OpenAI na cidade.
O executivo da Anthropic, Henrique Savelli, apresentou números sobre a IA Claude Code em São Paulo durante o StartSe AI Festival. Segundo ele, 100% do código do Claude Code é escrito pela própria ferramenta, enquanto 90% do código produzido na Anthropic é gerado por agentes de IA. A mostra ocorreu na primeira aparição presencial da empresa em um evento brasileiro.
Savelli destacou a lógica por trás dos agentes: o modelo Claude funciona como o cérebro, mientras o harness agrega ferramentas, contexto e mecanismos de verificação. Com modelos mais potentes e harness bem estruturado, a capacidade de o agente escrever e aprimorar código aumenta significativamente. O executivo citou Claude Design como exemplo de uso.
No contexto brasileiro, a Anthropic sinaliza interesse estratégico no Brasil, onde o Claude já ocupa o terceiro maior mercado, atrás de EUA e Índia. A empresa planeja abrir um escritório em São Paulo com foco no segmento corporativo, movimentando a disputa local com a OpenAI, que também busca estrutura própria na capital paulista.
Perspectivas no Brasil
A presença da Anthropic no palco paulista representa um marco para a IA nacional, segundo Savelli. Ele sinalizou que o Brasil pode se tornar um polo para escrita de playbooks de uso de IA e de atuação de agentes, citando o público presente como protagonista dessas definições.
Savelli reforçou ainda que, para avaliar a adoção de agentes, as entregas precisam estar bem definidas, o contexto acessível e a revisão do resultado mais rápida do que a produção do zero. O executivo enfatizou que tais critérios orientam decisões corporativas sobre automatização.
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