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Cobra-marinha com veneno potente pode matar até 100 pessoas

Cobra-marinha Hydrophis platurus tem toxinas neurotóxicas e miotóxicas potencialmente letais, mas ataques a humanos são raros

Foto: Museu de História Natural do Condado de Los Angeles
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  • Cobra-marinha Hydrophis platurus é uma das serpentes mais venenosas do mundo, com toxinas neurotóxicas e miotóxicas; uma dose pode, em teoria, matar dezenas de pessoas.
  • Vive em alto-mar, entre correntes oceânicas, alimenta-se de pequenos peixes e organismos marinhos, e tem cauda achatada em formato de remo para propulsionar.
  • Possui adaptações para o ambiente aquático, incluindo glândulas que expulsam o excesso de sal e permite ficar longos períodos sem sair à superfície para respirar.
  • A reprodução é ovovivípara: filhotes nascem vivos no oceano, sem incubação em terra.
  • Acidentes com humanos são raros; o animal costuma ser pouco agressivo e permanece afastado de áreas de banhistas.

A cobra-marinha Hydrophis platurus, conhecida popularmente como cobra-do-mar-pelágio, é uma das serpentes mais venenosas do mundo. Vive em águas tropicais e subtropicais do Índico e Pacífico, longe da costa, com padrão de cores dorsal escuro e ventre amarelo. A combinação de toxina potente e vida oceânica é o destaque da espécie.

Diferente de serpentes terrestres, ela raramente frequenta praias ou áreas continentais. Seu habitat é o alto-mar, onde mergulha entre correntes e caça pequenos peixes na superfície. A anatomia recebeu adaptações que favorecem a vida marinha.

A cauda achatada funciona como remo, proporcionando propulsão rápida. O corpo tolera bem a água salgada e a espécie permanece submersa por longos períodos, respirando apenas quando necessário. O comportamento é predominantemente oceânico.

A toxicidade do veneno é neurotóxica e miotóxica, capaz de causar paralisia, dificuldade respiratória e danos musculares graves em casos extremos. Ainda assim, ataques a humanos são considerados raros, devido ao perfil pouco agressivo e à distância de praias.

A espécie é ovovivípara: filhotes nascem vivos no oceano, sem a necessidade de postura de ovos em terra. Esse modo de reprodução reforça a adaptação ao ambiente marinho, distinguindo-se de outras cobras aquáticas.

Entre serpentes marinhas, destaca-se também o krait-marinho Laticauda, que mantém ligação com ambientes terrestres para postura. A Hydrophis platurus, porém, é mais bem adaptada ao oceano aberto, com cauda e corpo ajustados à natação.

Em rios e áreas alagadas da América do Sul, serpentes aquáticas costumam recorrer à de outras estratégias. A sucuri-verde, por exemplo, utiliza constrição para capturar presas, sem veneno, e ataques a humanos são incomuns.

No Brasil, cobras-d’água como Helicops habitam rios e lagos de água doce. A falsa jararaca, Erythrolamprus miliaris, imita aparência de serpentes venenosas, mas não oferece risco letal aos humanos.

Especialistas alertam para equívocos comuns sobre identificação. Um formato triangular na cabeça não indica veneno. Em qualquer encontro, a recomendação é manter distância e evitar capturas ou aproximações.

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