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Cofundador da Dengo afirma que inovação exige ousadia nos dias atuais

Cofundador da Dengo afirma que inovação exige inconformismo; no Einstein Hospital, IA soma 130 algoritmos que ampliam a atuação médica

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  • O cofundador da Dengo, Estevan Santorelli, afirmou que inovação exige coragem e citou a criação da empresa no cacau premium, enfrentando gigantes do setor.
  • Ele apontou brechas no Brasil: produtores de cacau mal remunerados e consumidores sem acesso a chocolate mais saudável, sem gordura hidrogenada.
  • O São Paulo Innovation Week, maior festival de tecnologia e inovação, recebe mais de dois mil palestrantes e vai até sexta-feira, 15.
  • No Einstein Hospital, a inteligência artificial foi ampliada, somando 130 algoritmos que ajudam na rotina médica.
  • A ideia de “inteligência aumentada” foi destacada para não substituir médicos, mas ampliar a capacidade resolutiva e o tempo dedicado ao paciente.

O São Paulo Innovation Week recebeu destacadas vozes de CEOs que discutiram como inovar sem perder a coerência. No painel “CEOs redefinindo o amanhã”, executivos apresentaram caminhos que vão desde cacau premium até inteligência artificial na saúde. O evento acontece no Pacaembu e na Faap, até sexta-feira.

Um dos casos citados foi o da Dengo, que decidiu atuar no mercado de cacau apesar de dominância de actores de mais de 140 anos de idade no setor global. No Brasil, a empresa enxergou duas brechas: produtores mal remunerados e consumidores buscando chocolates mais saudáveis, sem gordura hidrogenada. Essa percepção moldou decisões consideradas improváveis.

Afirmou-se que inovação nasce de ideias simples, escolhas desconfortáveis e coragem para desafiar o status quo. O cofundador Estevan Santorelli destacou que hoje é essencial ser “maluco” para avançar, pela necessidade de transformar o óbvio em algo visível. A postura levou à criação da Dengo.

Inovação na prática

No Einstein Hospital, a adoção de IA ganhou escala com 130 algoritmos que apoiam rotinas clínicas. O hospital já investia antes na rede de médicos para manter a IA como ferramenta de melhoria de processos, com participação direta de profissionais da saúde.

Sidney Klajner, presidente do Einstein, explicou que a IA não substitui o médico: funciona como suporte para ampliar a capacidade resolutiva e o tempo dedicado ao paciente. Em sua fala, citou pesquisas que mostraram resultados menos eficazes com IA generativa em consultas isoladas, em comparação a buscas simples.

A ação de incorporar a inteligência aumentada foi apresentada como estratégia para manter empregos qualificados. A ideia é que recursos tecnológicos ampliem o desempenho dos profissionais, não substituam suas funções. O tema foi ressaltado como um movimento de inovação responsável no setor de saúde.

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