- Estudos indicam taxa de sobrevivência de óvulos congelados entre 90% e 95% em mulheres com menos de 35 anos, com gravidez subsequente em torno de 40% a 50%.
- A criopreservação deixou de ser apenas para quem adia a maternidade e passou a ser ferramenta médica para proteger a fertilidade em cenários com risco de dano à reserva ovariana, como tratamentos de câncer e outras doenças.
- Em pacientes com câncer, a recomendação é realizar a preservação de óvulos antes do início da quimioterapia ou radioterapia, preferencialmente dentro de até três semanas após o diagnóstico.
- Doenças como lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla reduzem a reserva ovariana e podem levar a menor número de embriões viáveis; a decisão sobre a estimulação ovariana é feita de forma multidisciplinar.
- A endometriose e alterações genéticas associadas à insuficiência ovariana precoce também justificam a preservação; além de ampliar opções reprodutivas, o procedimento oferece autonomia e alívio psicológico diante de tratamentos médicos.
A prática de congelamento de óvulos ganha espaço na medicina reprodutiva, indo além da maternidade tardia. A técnica atua como proteção da reserva ovariana em situações clínicas que podem comprometer a fertilidade. Estudos apontam resultados promissores para mulheres em idade fértil.
Dados recentes indicam que, para mulheres com menos de 35 anos, a taxa de sobrevivência de óvulos após o congelamento fica entre 90% e 95%. As chances de gravidez subsequente ficam entre 40% e 50% nessa faixa etária.
Segundo a Dra. Michelle Nagai, especialista em reprodução assistida do FertGroup, a criopreservação foi desenvolvida como recurso em cenários médicos complexos. O procedimento é recomendado antes de tratamentos oncológicos que possam danificar a reserva ovariana.
Conservação da fertilidade na prática clínica
Casos de câncer, tratamentos de quimioterapia e radioterapia são citados como principais indicações para a preservação de óvulos. O objetivo é manter a possibilidade de maternidade mesmo diante de doenças graves ou tratamentos agressivos.
Condutas médicas também abrangem doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla. A reserva ovariana pode diminuir pela doença ou pelo uso de imunossupressores. A avaliação é multidisciplinar para definir o melhor momento de estimulação ovariana.
A endometriose pode acelerar a perda de fertilidade, especialmente com cistos bilaterais acima de 3 cm. Diretrizes apontam a preservação de óvulos antes de intervenções cirúrgicas que agravem a reserva ovariana.
O estudo aponta ainda que o congelamento é opção para portadoras de alterações genéticas associadas à insuficiência ovariana precoce, como FMR1, Turner e galactosemia. O momento ideal é realizar o procedimento ainda jovem.
A preservação de óvulos oferece autonomia reprodutiva e segurança diante de tratamentos médicos. O benefício psicológico é citado como alívio frente ao estresse de enfrentar doenças graves e decisões sobre fertilidade.
Entre na conversa da comunidade