- No São Paulo Innovation Week,, o painel Fluxos: Identidade, Travessia e Pertencimento discutiu identidade, pertencimento e a relação entre ancestralidade e tecnologia, com mediação de Gabriela Pederneiras.
- Dani Suzuki, especialista em neurociência, afirmou que as memórias da infância moldam escolhas na vida adulta e que a ancestralidade sustenta nosso estado de presença e clareza de vida, não podendo ser replicada pelas máquinas.
- Txai Surui apresentou a ideia de que a IA pode ser vista como “inteligência ancestral” e ressaltou que a floresta representa tecnologia própria, comparando a mobilidade pela floresta à existência de endereços na cidade.
- As debatedoras destacaram a importância da reconexão com a natureza diante do avanço tecnológico e da necessidade de aprender a ser humano nesse contexto.
- Durante o evento, Dani Suzuki lançou o livro Humanos do futuro na plenária do SPIW.
O SPIW, maior festival global de tecnologia, recebeu um painel que reuniu a neurocientista Dani Suzuki e a líder indígena Txai Surui. O tema central foi a interface entre ancestralidade, identidade e inovação para o futuro.
O encontro, mediado pela jornalista Gabriela Pederneiras, ocorreu durante o São Paulo Innovation Week, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, nas localidades do Pacaembu e da Faap. A conversa explorou caminhos de reconexão entre tecnologia e cultura.
O objetivo foi discutir como a memória pessoal e a tradição influenciam decisões no mundo contemporâneo, destacando a importância de reconhecer a ancestralidade como componente de presença e clareza de vida.
Inteligência ancestral e tecnologia
Txai Surui defendeu a ideia de que a floresta é uma tecnologia presente no cotidiano indígena, chamando a IA de inteligência ancestral e destacando que a natureza guarda saberes que não podem ser replicados por máquinas.
Dani Suzuki destacou a necessidade de equilíbrio entre avanço tecnológico e retorno à natureza, para compreender o que significa ser humano diante de máquinas que evoluem rapidamente.
Dani Suzuki também mencionou, em tom analítico, que as máquinas ganham espaço para entender o modelo humano, e ressaltou a importância de manter a reconexão com o ambiente natural como eixo da inovação.
Lançamento de obra e impactos futuros
Durante o SPIW, Dani Suzuki aproveitou a ocasião para lançar o livro Humanos do futuro, apresentado na plenária do evento, com foco em perspectivas sobre convivência entre tecnologia e humanidade.
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