- Em 2025, o desmatamento da Mata Atlântica foi o menor em 40 anos, totalizando 8.658 hectares nos 17 estados do bioma.
- A perda equivale a 23,7 hectares por dia e a emissão de about 4,14 milhões de toneladas de CO2 equivalente, segundo o SEEG.
- O período 2024-2025 apresentou o menor valor da série histórica da SOS Mata Atlântica (1985-2025), com reduções expressivas em estados tradicionalmente grandes desmatadores.
- Cinco estados concentraram 91% da perda em 2025: Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Piauí e Paraná.
- A organização afirma que o desafio é manter a queda e chegar ao desmatamento zero até 2030, para segurança hídrica, clima estável e produtividade agrícola.
O desmatamento da Mata Atlântica em 2025 foi o menor registrado em 40 anos, segundo estudo da Fundação SOS Mata Atlântica divulgado nesta quarta (13). Entre 2024 e 2025, o bioma perdeu 8.658 hectares, em 17 estados, menos que os 14.366 hectares de 2023-2024.
A análise aponta queda expressiva na taxa de desflorestamento desde 2020-2021, com redução de 60% ao longo desse período. Em 2024-2025, houve uma redução de 40% na média por estado. Os números são baseados em monitoramento do Atlas da Mata Atlântica, em parceria com o Inpe.
O estudo também quantifica impactos: a perda representa 23,7 hectares por dia e emissão de cerca de 4,14 milhões de toneladas de CO2 equivalente, conforme o SEEG. Os dados abrangem os 17 estados mapeados pelo Atlas.
Destaques por estado
Minas Gerais foi o estado com maior desmatamento em 2025, totalizando 3.092 hectares. Bahia registrou 2.889 hectares. Mato Grosso do Sul somou 841 hectares, seguido por Piauí com 659 hectares e Paraná com 411 hectares.
Esses cinco estados concentraram 91% da perda total, equivalente a 7.893 hectares. O estudo aponta que as reduções associadas a Bahia e Piauí foram expressivas, com quedas de 39% e 78%, respectivamente, entre 2023-2024 e 2024-2025.
Perspectivas e compromissos
O relatório ressalta que manter a trajetória de queda é essencial para a meta de desmatamento zero até 2030, alinhada a acordos internacionais. Segundo a SOS Mata Atlântica, a proteção da floresta sustenta segurança hídrica, clima estável e produtividade agrícola.
O levantamento reforça ainda a importância de políticas públicas e fiscalização para evitar revertalões no ritmo de perdas. O monitoramento é realizado com dados do Atlas em parceria com o Inpe para garantir atualização contínua.
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