- Em maio de 2024, a Anvisa suspendeu a comercialização, distribuição e uso de dezenas de lotes de detergentes Ypê após a Química Amparo indicar desvios na produção por contaminação microbiológica.
- O primeiro sinal foram queixas de cheiro forte nos detergentes, descrito por consumidores como odor de podre ou de querosene.
- Os lotes afetados teriam sido fabricados entre julho e dezembro de 2022; a fabricante informou rastreabilidade e apresentou plano de recolhimento à Anvisa.
- Em novembro de 2025, houve novo recolhimento após contaminação microbiológica, com a confirmação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava-roupas líquidos Ypê e Tixan Ypê, resultando no recolhimento de quatorze lotes.
- Em abril, a fiscalização apontou falhas graves na fábrica, levando a Anvisa a paralisar a produção e a venda de lotes líquidos; a medida foi temporariamente suspensa após recurso, com decisão definitiva prevista para outra data.
O recolhimento de detergentes da Ypê ganhou novo contorno em 2024, com suspensão de venda de dezenas de lotes após a identificação de desvios no monitoramento da produção. A medida foi anunciada pela Anvisa e envolveu a fabricante Química Amparo.
O problema começou com relatos de mau cheiro nos produtos. Consumidores apontaram odor forte dias após abrir as embalagens, descrito como cheiro de podre ou de solvente em detergentes da linha neutro.
A Anvisa informou que os lotes tinham resultados fora do padrão em controle de produção e que havia risco de contaminação microbiológica. Os itens afetados teriam sido fabricados entre julho e dezembro de 2022.
A Química Amparo informou ter rastreado os lotes por meio de seu controle de qualidade e apresentado o plano de recolhimento à agência. A empresa afirmou que a possibilidade era de descaracterização do odor, sem risco à saúde.
Em 2025, a empresa voltou a recolher itens após episódio de contaminação microbiológica. Foram retirados de circulação 14 lotes de lava-roupas líquidos Ypê e Tixan Ypê, com confirmação de bactéria Pseudomonas aeruginosa.
A bactéria, presente no ambiente, pode causar infecções em pessoas com imunidade comprometida. A Ypê informou que mudou o tratamento de água na fábrica de Amparo e implementou ações para desinfecção com ozônio.
Nova fiscalização da Anvisa, em abril, constatou falhas graves na fábrica, incluindo qualidade microbiológica e deficiências no controle de materiais de embalagem. A agência manteve o alerta de evitar uso dos produtos.
Diante disso, em maio de 2026, a Anvisa determinou a paralisação da fabricação e venda de lotes de detergentes, sabões para lavar roupas e desinfetantes da linha líquida. A medida gerou suspensão temporária após recurso da Química Amparo.
A diretoria da Anvisa analisou o caso, mas a sessão foi adiada para uma data posterior. A inspeção conjunta com autoridades de São Paulo e Amparo apontou falhas em mais de cem lotes de produtos acabados.
Até o momento, a Anvisa confirmou a presença da bactéria em lotes da marca pela primeira vez desde o início da crise, reforçando a necessidade de controle rígido de qualidade e de higienização em linhas de produção.
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