- O Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex/Furg) elevou o alerta para o RS, projetando que o El Niño pode atingir a categoria muito forte a partir do segundo semestre de 2026.
- A projeção se baseia no aquecimento subsuperficial do Pacífico, com anomalias térmicas superiores a +6°C já detectadas entre 100 e 200 metros de profundidade.
- Para classificar o fenômeno como muito forte, as temperaturas de superfície precisam manter, na região monitorada, uma anomalia de pelo menos +2°C.
- O relatório indica tendência de primavera com chuvas acima da média e maior frequência de eventos severos, mas ressalva que impactos dependem de várias variáveis e não apenas da intensidade.
- Em resposta, houve reunião de emergência em Rio Grande para definir medidas de mitigação e planejamento preventivo, com foco em antecipação científica e ação coordenada entre órgãos públicos.
O Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex/Furg) elevou o alerta para o Rio Grande do Sul. O fenômeno El Niño pode atingir a categoria muito forte a partir do segundo semestre de 2026. A atualização está na Nota Técnica 3, divulgada na terça-feira (12). A base é o aquecimento subsuperficial do Pacífico, com anomalias superiores a +6°C.
Segundo o meteorologista Ricardo Gotuzzo, a mudança de forte para muito forte ocorreu após a detecção de calor acumulado entre 100 e 200 metros de profundidade. Para a classificação oficial, as temperaturas de superfície precisam sustentar pelo menos +2°C. A notícia aponta tendência de primavera com chuvas acima da média e maior risco de eventos severos.
Atualização de alerta
Mesmo com o alerta de intensificação, o Ciex ressalta que os impactos não dependem apenas da categoria. El Niños moderados já podem gerar desastres no RS. A previsibilidade de tempestades ou enchentes é viável apenas em um intervalo de 7 a 10 dias.
Ações e planejamento
Em resposta às projeções, houve reunião de emergência nesta quarta-feira (13) em Rio Grande. Participaram Ciex, Corpo de Bombeiros, Agência da Lagoa Mirim e Defesas Civis de Pelotas, Rio Grande e São José do Norte. A orientação aos gestores é adotar medidas de mitigação e ampliar a atuação preventiva.
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