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Esforços visam zerar desmatamento na Mata Atlântica

Mata Atlântica registra menor desmatamento em quarenta anos, abaixo de dez mil hectares; embargo de produtos e corte de crédito são apontados como mais eficazes

Parque Legado das Águas, área privada de conservação ambiental, em Tapiraí (SP)
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  • Mata Atlântica teve queda de desmatamento para 8.668 ha em 2025, menor nível desde 1985, com 40% a menos que 2024 (14.3 mil ha).
  • A área original da mata reduziu de 1,3 milhão de ha para 12,4% de restaurações.
  • Sistema de Alertas de Desmatamento registrou 38,3 mil ha em 2025, queda de 28% em relação a 2024 (53,3 mil ha).
  • Aproximadamente 96% das derrubadas são promovidas pela agropecuária; medidas mais eficazes incluem embargo de produtos e suspensão de crédito para infratores.
  • O Ibama arrecada, em média, apenas 5% das multas aplicadas; políticas de fiscalização por satélite e ações de inteligência foram destacadas como essenciais para avançar rumo ao desmatamento zero.

Pelo terceiro ano seguido, a Mata Atlântica registra queda no desmatamento, aproximando-se de metas de proteção. O bioma, hoje o mais ameaçado do Brasil, teve redução histórica na devastação.

Segundo o Atlas de Remanescentes Florestais, a área derrubada em 2025 foi de 8.668 hectares, contra 14.304 ha em 2024, uma queda de 40%. Restam apenas 12,4% da cobertura original de 1,3 milhão de hectares.

O Sistema de Alertas de Desmatamento, criado em 2022, aponta áreas cortadas abaixo de 3 hectares, o que reduz ainda mais o total da destruição para 38.3 mil ha em 2025, frente a 53,3 mil ha em 2024.

Desafios e leitura dos números

A diferença entre os números do Atlas e do sistema de alertas decorre de metodologias distintas. O Atlas mede áreas devastadas, enquanto o sistema registra cortes menores que não entram no levantamento principal.

Parte relevante da devastação ocorre pela agropecuária, responsável por cerca de 96% das derrubadas na Mata Atlântica. Portanto, as ações de dissuasão devem mirar esse setor.

As propostas para tornar as multas mais eficazes incluem o embargo de produtos de desmatamento ilegal e o cancelamento de crédito para produtores flagrados por monitoramento por satélite. O Ibama arrecada em média apenas 5% das penalidades aplicadas.

Caminho a percorrer

Especialistas defendem ampliar a execução das multas e adotar medidas de política pública mais contundentes para preservar a floresta. A ideia é que ações de inteligência ambiental parem a destruição de forma mais rápida.

A avaliação aponta que, embora haja avanço, ainda é necessário fortalecer a recuperação da mata e os serviços ecossistêmicos que ela oferece, como regulação hídrica e captura de carbono.

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