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Ganhador do Nobel de Física afirma baixas chances de a humanidade viver 50 anos a mais

David Gross, laureado com o Nobel de Física, afirma que há 2% de chance anual de guerra nuclear e cerca de 35 anos até o pior cenário

David Gross afirma que a erosão de tratados diplomáticos e o fim de controles estratégicos de armas colocaram o mundo num patamar de perigo sem precedentes
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  • O físico americano David Gross, laureado com o Nobel de Física em 2004, tem 85 anos e alerta sobre a possibilidade de a humanidade não resistir aos próximos 50 anos.
  • Em entrevista ao Live Science, Gross afirma que as chances de as pessoas viverem mais 50 anos são muito pequenas.
  • Ele diz que, por causa do risco de guerra nuclear, o mundo estaria em um patamar de perigo sem precedentes, estimando 35 anos para esse cenário se tornar provável.
  • Gross estima 2% de probabilidade ao ano de uma guerra nuclear, equivalente a uma em cinquenta a cada ano, o que seria mais grave do que as estimativas da Guerra Fria.
  • Segundo o físico, a erosão de tratados diplomáticos e o fim de controles estratégicos de armas contribuíram para esse aumento do risco.

O físico teórico americano e laureado com o Nobel de Física em 2004, David Gross, de 85 anos, afirmou que a humanidade pode não resistir aos próximos 50 anos. A declaração foi feita em entrevista ao Live Science, publicada recentemente.

Gross sustenta que a erosão de tratados diplomáticos e o fim de controles estratégicos de armas elevaram o patamar de risco global. Segundo ele, esse cenário aumenta a probabilidade de conflitos nucleares.

Ele estima uma chance anual de 2% de ocorrer uma guerra nuclear, ou seja, 1 em 50 a cada ano. Em comparação, as estimativas da Guerra Fria apontavam 1% ao ano.

Para ilustrar o cenário, o pesquisador afirmou que, diante do contexto atual, haveria uma janela de cerca de 35 anos até a possibilidade de um confronto nuclear ter consequências catastróficas.

A entrevista cogita que as mudanças recentes na diplomacia e na gestão de arsenais tornam o cenário de risco mais intenso do que em décadas anteriores, segundo Gross.

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