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Michelle Schneider defende pensar no ser humano do futuro, não no profissional

Foco no ser humano do futuro: saúde mental e inteligência emocional ganham centralidade diante da IA e da automação no mercado de trabalho

Michelle Schneider falando sobre o futuro do trabalho no SPIW
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  • Em o SPIW, a futurista Michelle Schneider defende pensar no ser humano do futuro, enfatizando inteligência emocional e saúde mental no trabalho, em vez de apenas o “profissional do futuro”.
  • Ela relatou trajetória pessoal, incluindo demissão de cargo de liderança no TikTok em 2023 para buscar inovação e autoconsciência, viajando por países como Nepal, China e Israel.
  • Schneider destacou um “super ciclo tecnológico” com IA, biotecnologia, edição genética e computação quântica, citando avanços como robótica e o robô humanoide Neo.
  • Comentou impactos no mercado de trabalho: pode haver extinção de tarefas repetitivas, com mudanças no emprego e na gestão, e a criatividade seria uma área com maior resistência à IA; prever a era da IA geral e da singularidade é complexo.
  • Enfatizou a preparação para o futuro: motivação, autoconhecimento, empatia e escuta ativa, aliadas à saúde mental e à resiliência, com mudanças pessoais que contribuíram para o bem-estar.

Michelle Schneider participou de um painel no São Paulo Innovation Week, no palco Nexus, para falar sobre o futuro do trabalho diante da inteligência artificial. A especialista em inovação, autora de O Profissional do Futuro, destacou a importância da saúde mental e da inteligência emocional no processo de transformação.

Ela contou que, em 2023, enfrentou problemas de saúde e pediu demissão de um cargo de liderança no TikTok para dedicar-se a estudos sobre inovação. Segundo Schneider, a mudança de foco ocorreu para pensar no ser humano do futuro, não apenas no profissional.

O que está em jogo

A autora posicionou o avanço tecnológico como parte de um “super ciclo” que envolve IA, biotecnologia e robótica. Ela apontou avanços como IA generativa, agentes autônomos e computação quântica, destacando impactos potenciais no mercado de trabalho.

Ela citou exemplos de tecnologias emergentes, como a robótica humanoide Neo, disponível para venda online, e projetos de restauração de espécies. O objetivo é ilustrar a velocidade de mudanças e a necessidade de preparo humano para lidar com elas.

Implicações para o trabalho

Schneider discutiu a diferença entre emprego e tarefas, afirmando que a IA pode eliminar tarefas, mas nem sempre substitui empregos complexos. Criatividade, anteriormente tida como imune, pode sofrer impactos conforme a IA assume mais funções.

A palestrante também abordou a possibilidade de extinção de funções repetitivas, como operadores de telemarketing, e ressaltou que competências como criatividade, empatia e pensamento crítico ganham destaque no cenário futuro.

Preparação e bem-estar

Na segunda parte da fala, a autora enfatizou motivação, autoconhecimento e escuta ativa como pilares para enfrentar mudanças. Reforçou a ideia de que a saúde mental é essencial para atravessar períodos de incerteza tecnológica.

Schneider mencionou que a vida pessoal influenciou sua trajetória profissional, reduzindo a dependência de medicações e aumentando a presença e a resiliência. O SPIW segue até sexta-feira com palestrantes nacionais e internacionais em áreas diversas.

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