- Estudo com quase cinquenta mil pacientes mostrou que a poluição fina nos sete dias que antecedem uma cirurgia aumenta o risco de complicações no pós-operatório.
- Partículas finas, chamadas PM2,5, vêm de fumaça de queimadas, tráfego, poeira urbana e indústria, e podem atingir os pulmões e provocar inflamação.
- A taxa de complicações subiu de 4,8% entre os menos expostos para 6,2% entre os mais expostos.
- Cada aumento de 10 microgramas por metro cúbico na maior exposição diária da semana elevou as chances de complicações em cerca de 8%.
- O estudo não estabelece causalidade e não sugere adiar cirurgias por conta própria; pacientes devem discutir riscos com a equipe médica, especialmente se houver comorbidades.
O ar que se respira pode influenciar a recuperação após cirurgia. Um estudo recente avalia se a poluição respirada nos dias que antecedem o procedimento aumenta complicações no pós-operatório. A pesquisa envolve pacientes submetidos a cirurgias eletivas com anestesia geral em um centro de saúde dos EUA.
Foram estudados quase 50 mil adultos. A exposição à poluição fina nos sete dias anteriores ao procedimento foi relacionada a maior probabilidade de pneumonia, infecção, sepse, acidente vascular cerebral, infarto e eventos tromboembólicos.
Resultados do estudo
As partículas finas PM2,5 são muito pequenas e chegam aos pulmões. Elas podem vir de queimadas, trânsito, poeira urbana e indústria, estimulando inflamação no organismo.
A taxa de complicações subiu de 4,8% entre menos expostos para 6,2% entre mais expostos. O risco aumentou 8% a cada aumento de 10 μg/m³ na maior exposição diária da semana.
Observações e implicações
Os pesquisadores ressaltam que o estudo mostra associação, não causalidade. A pesquisa ainda precisa de confirmação em outros grupos e hospitais.
Não é recomendável adiar cirurgias por conta própria. A decisão deve ficar a cargo do médico, considerando cada caso.
Quem teve contato intenso com fumaça, piora da tosse ou falta de ar antes da cirurgia deve comunicar a equipe médica. A recuperação começa antes da operação, com influência do estado de saúde prévio e da qualidade do ar.
O estudo foi publicado na Acta Anaesthesiologica Scandinavica.
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