- Estudo da UFSCar aponta que mais de 72% das mulheres na faixa dos 30 já apresentam sintomas vulvovaginais como corrimento, coceira e dor na relação.
- O tabu em torno do tema dificulta o diagnóstico e leva muitas mulheres a minimizarem o impacto na saúde, na rotina e na vida sexual.
- Entre os sintomas mais relatados estão corrimento vaginal (63%), prurido (54%), sensação de queimação (31%), ressecamento vaginal (30%) e odor na região íntima (28%).
- Causas comuns incluem candidíase, vaginose bacteriana, tricomoníase e outras infecções; alergias a produtos de higiene também são apontadas como causas frequentes.
- O exame colposcopia é citado como ferramenta de diagnóstico mais preciso; o tratamento varia conforme a origem e pode incluir antifúngicos, antibióticos e, em casos de atrofia, reposição hormonal local.
A saúde íntima da mulher segue ganhando atenção. Um levantamento com pesquisadoras da UFSCar aponta que mais de 72% das mulheres na faixa dos 30 anos já apresentaram sintomas vulvovaginais, como corrimento, coceira e dor na relação. O estudo destaca ainda o papel do tabu nesse tema.
Dra. Bianca Romão, ginecologista da Clínica Alma, ressalta que o silêncio dificulta o diagnóstico precoce. Segundo ela, muitas pacientes convivem com desconfortos semanas ou meses sem buscar avaliação, por vergonha ou por acreditar que é normal.
O que motivou a discussão é a identificação de sinais de alerta. Alterações na cor, odor ou textura do corrimento indicam necessidade de avaliação. Em geral, corrimento amarelado, esverdeado, com cheiro forte ou aspecto pastoso merecem atenção.
A pesquisa cita sintomas mais frequentes: corrimento (63%), prurido (54%) e sensação de queimação (31%). Outros relatos incluem ressecamento (30%) e dor durante a relação (20%). As causas comuns são candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase.
Dra. Romão reforça que reações alérgicas a produtos de higiene, sabonetes perfumados ou roupas íntimas sintéticas também provocam irritação. Ela alerta para evitar automedicação e buscar diagnóstico para orientar o tratamento adequado.
Quando buscar atendimento médico, segundo a especialista, é essencial se o sintoma se repete, persiste por dias ou surge com outros sinais, como dor pélvica, febre ou sangramento atípico. Casos recorrentes podem indicar desequilíbrios hormonais ou outras condições.
Entre os exames, a colposcopia aparece como ferramenta de diagnóstico mais preciso. O procedimento utiliza um colposcópio para ampliar a imagem da região e, se necessário, pode incluir biópsia para análise laboratorial.
O tratamento varia conforme a etiologia identificada. Infecções como candidíase costumam responder a antifúngicos; vaginose, a antibióticos específicos. Em casos de atrofia vaginal, a reposição hormonal local pode aliviar os sintomas.
A orientação da médica é individualizar o cuidado. Com diagnóstico correto, muitas condições têm boa resposta ao tratamento e resolução. Para informações, a Clínica Alma disponibiliza material em seu site.
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