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Segundo dia do SPIW analisa custos humanos da aceleração e crise climática

Segundo dia do SPIW destaca custos humanos da aceleração tecnológica e a crise climática, conectando IA, saúde mental e sustentabilidade

Show de drones foi uma das atrações do segundo dia do São Paulo Innovation Week
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  • Segundo dia do São Paulo Innovation Week destacou os impactos emocionais, sociais e ambientais da tecnologia e da sociedade hiperconectada.
  • Um maestro robô conduziu a Orquestra Bachiana Filarmônica, com contraste perceptível em relação à condução humana.
  • Neurocientistas alertaram sobre a passividade gerada pelas telas e a terceirização de habilidades, sugerindo práticas para não “embeber” a inteligência.
  • Lideranças indígenas, Txai Suruí, e a navegadora Tamara Klink ressaltaram que a natureza permanecerá mesmo diante de crises humanas e destacaram aquecimento global.
  • Especialistas apontaram que a inteligência artificial pode diminuir equipes, exigir reinvenção profissional e mudar a forma de trabalhar, com foco em governança e sustentabilidade.

No segundo dia do SPIW, promovido pelo Estadão em parceria com a Base, a programação manteve o foco nos impactos da tecnologia. Um maestro robô guiou uma orquestra, enquanto debates exploraram consequências emocionais, sociais e ambientais da era digital.

Painéis mostraram a conexão entre IA, sustentabilidade e saúde mental. Pesquisadores e líderes discutiram ações para preservar o planeta e evitar que a aceleração tecnológica agrave desigualdades.

Em apresentação matinal, a Orquestra Bachiana Filarmônica executou Eine kleine Nachtmusik com um robô como maestro. O pianista João Carlos Martins retomou o comando, ressaltando que o sentimento humano não pode ser substituído pela máquina.

Debates sobre mente, consumo e automação

À noite, show de drones iluminou o céu sobre o Pacaembu, desenhando logos do Estadão e do SPIW, além de um avião 14-Bis. O espetáculo reforçou o clima de fascínio pela tecnologia presente no encontro.

Neurocientista Suzana Herculano-Houzel alertou sobre a terceirização de habilidades cognitivas para automação. Ela ressaltou que a tela transforma usuários em consumidores passivos de empresas lucrativas.

Economista Vanessa Mathias e neurocientista Heather Collins deram dicas para não perder capacidade crítica na era da IA. Propuseram registrar dúvidas em papel antes de buscar respostas digitais e buscar discordância.

Filósofo Luiz Felipe Pondé questionou a ideia de progresso moral da humanidade, destacando a repetição de altos e baixos históricos. Disse ainda que a hiperconectividade exige atenção constante à própria inteligência.

Sustentabilidade, natureza e liderança

Professor Antonio Marcio Buainain defendeu uma agenda de sustentabilidade no agronegócio brasileiro, com combate ao desmatamento técnico e responsável. Em outra mesa, Tania Cosentino argumentou que lideranças empresariais devem sustentar decisões difíceis para projetos sustentáveis.

Liderança indígena Txai Suruí criticou a noção de superioridade humana sobre a natureza, afirmando que a vida seguirá mesmo diante de crises climáticas. A navegadora Tamara Klink alertou que o Ártico pode deixar de ser “ar condicionado” natural, sinalizando mudanças do gelo.

IA, trabalho e futuro organizacional

Especialistas avaliaram que a IA deve reduzir estruturas, fomentar empreendedorismo e exigir reinvenção profissional. Ian Beacraft, da consultoria Signal and Cipher, sugeriu que o planejamento de fluxos de trabalho passe a ser papel humano, com as máquinas cuidando da execução.

A autora do debate apontou que a transformação do trabalho ainda está em construção. A ideia central é que a liderança determine critérios de sucesso, enquanto as ferramentas operacionais executam atividades.

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