- O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, afirmou que o governo deve induzir o desenvolvimento de tecnologia no país.
- Em São Paulo, durante o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, ele destacou que a soberania nacional só existe com soberania tecnológica.
- Almeida disse que Estado e empresas devem compartilhar o risco de investimentos em ciência e inovação, por meio de mecanismos como crédito fácil, subvenção e benefício fiscal.
- Ele também pediu condições regulatórias previsíveis para incentivar investimentos e mencionou a necessidade de infraestrutura de ciência e tecnologia e capacitação de pessoas.
- O evento, organizado pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), ocorre no Distrito Anhembi e reúne autoridades, setoriais e empresas para debater soluções tecnológicas e o mercado de biocombustíveis.
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, afirmou que o governo federal deve induzir o desenvolvimento de tecnologia no país. O comentário ocorreu durante o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, em São Paulo, na quinta-feira, 14 de maio de 2026. A fala reforçou a ideia de soberania nacional associada à soberania tecnológica em várias áreas industriais.
Almeida destacou que Estado e empresas precisam compartilhar o risco em projetos de ciência e inovação. Segundo ele, mecanismos como crédito fácil, subvenção, benefício fiscal e infraestrutura pública ajudam a dividir esse risco e estimular investimentos em pesquisas de interesse do país.
O secretário também pediu condições regulatórias previsíveis para aumentar a confiança de investidores. Ele ressaltou que a incerteza de retorno influencia o mercado e que ambientes de inovação bem estruturados são essenciais para ampliar o investimento privado em ciência e tecnologia.
FÓRUM DE BIOCOMBUSTÍVEIS
A Ubrabio, União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene, organiza o 2º dia do 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne representantes de governo, Congresso, agências reguladoras, associações e empresas para debater soluções tecnológicas e o mercado de biocombustíveis.
Os biocombustíveis são produzidos a partir de matérias-primas agrícolas e resíduos orgânicos, incluindo cana-de-açúcar, milho e soja. No Brasil, o etanol é usado na gasolina e o biodiesel no diesel. A SAF e o diesel verde aparecem como opções para descarbonizar setores de difícil eletrificação, como aviação e transporte pesado.
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