- Após consenso de cinquenta e seis organizações científicas, a antiga Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), conforme publicação na The Lancet.
- A mudança ressalta que a condição envolve todo o sistema metabólico e endócrino, não apenas os ovários, devido a alterações hormonais e folículos sem patologias.
- A SOMP afeta mais de cento e setenta milhões de mulheres no mundo; sinais incluem resistência à insulina (em cerca de oitenta e cinco por cento), desequilíbrios hormonais, ciclos irregulares, acne, queda de cabelo e excesso de pelos.
- Além dos riscos metabólicos — diabetes tipo dois, colesterol alto e hipertensão — há impactos emocionais, com maiores taxas de ansiedade e depressão.
- O diagnóstico e o tratamento permanecem os mesmos; a transição de nome será gradual, com meta de adoção de SOMP até 2028 para ampliar a detecção e o cuidado multidisciplinar.
A antiga Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passou a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança foi oficializada após um acordo que reuniu 56 organizações científicas globais e publicada na revista The Lancet. O objetivo é refletir que a condição envolve o metabolismo e o sistema endócrino, não apenas os ovários.
O novo nome destaca que a síndrome é poliendócrina, com impactos em vários hormônios, incluindo insulina e androgênios. A nomenclatura anterior era considerada enganosa por focar apenas em cistos observados no ultrassom, ignorando outros sintomas relevantes.
A SOMP afeta mais de 170 milhões de mulheres no mundo e envolve fatores metabólicos, hormonais e emocionais. Entre os principais sinais estão ciclos irregulares, acne, queda de cabelo, aumento de pelos e maior risco de ansiedade e depressão.
A resistência à insulina está presente em grande parte das pacientes, contribuindo para ganho de peso e maior probabilidade de diabetes tipo 2, colesterol alto e hipertensão. Ainda assim, o diagnóstico e o tratamento permanecem os mesmos, segundo especialistas.
Para a prática clínica, não há mudanças imediatas nos critérios diagnósticos ou nas opções terapêuticas. A expectativa é de que o novo nome leve a diagnóstico mais precoce e tratamento mais abrangente.
Transição e impactos na saúde
A adoção da sigla SOMP ocorrerá gradualmente, em um período estimado de cerca de três anos. A meta é que, até 2028, a terminologia já esteja alinhada mundialmente.
Pacientes devem seguir com o tratamento individualizado, que pode incluir mudanças no estilo de vida, anticoncepcionais ou medicamentos para controle da insulina, além de acompanhamento de fertilidade, se necessário.
O que muda na prática médica
Médicos e serviços de saúde deverão adaptar sistemas, prontuários e exames para refletir o novo termo. A mudança visa ampliar a compreensão da doença e incentivar uma abordagem multidisciplinar para a saúde da mulher.
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