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SPIW debate o futuro da alimentação no Brasil entre veganismo e carnívoro

Painel do São Paulo Innovation Week analisa impacto do veganismo no Brasil, com foco em resistência cultural e mudanças em restaurantes

SPIW. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
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  • Painel no São Paulo Innovation Week discutiu o futuro da gastronomia vegetariana/vegana, com Mari Sciotti e Ailin Aleixo.
  • Sciotti explicou ter aberto o Quincho há cerca de oito anos para oferecer uma proposta vegetariana diferente daquelas existentes na época.
  • Aleixo contou que criou a sorveteria Grama para mostrar que o universo vegetal pode ser saboroso, incluindo sabores de sorvete brasileiros pouco conhecidos.
  • O debate abordou preconceito, sazonalidade de cardápio e a importância de clareza na comunicação dos itens, além de defender que carnes vegetais não devem ditar hábitos diários.
  • Sobre o futuro, as palestrantes apontaram que a mudança é gradual, com o Brasil ainda fortemente ligado à carne e à agricultura, e que a alimentação está cada vez mais associada à saúde e ao bem-estar.

O São Paulo Innovation Week abriu espaço para debater o futuro da alimentação no painel O futuro da gastronomia é vegetariano/vegano? O encontro ocorreu durante o festival, em locais como o Mercado Livre Arena Pacaembu e a Faap, em São Paulo, com foco na alimentação plant-based. Os debatedores exploraram motivações por trás da adesão a dietas veganas e as escolhas de negócio associadas.

O painel foi mediado por Danielle Nagase, da editoria Paladar, e reuniu Ailin Aleixo, sócia da sorveteria Grama, e Mari Sciotti, chef e proprietária do Quincho. O objetivo foi apresentar caminhos para a gastronomia brasileira, levando em conta saúde, sustentabilidade e hábitos do consumidor.

Por que investir gastronomia vegetariana?

Mari Sciotti explicou que a decisão de abrir um restaurante vegetariano partiu de uma percepção de demanda no mercado. Mesmo não se declarando vegetariana, ela buscou oferecer propostas diferenciadas em relação aos estabelecimentos da época, há cerca de oito anos. O foco era fugir de cardápios com poucas opções e técnicas restritas.

Ailin Aleixo abriu a Grama a partir de uma experiência com o tratamento de animais na produção de carne. A ideia foi demonstrar que o universo vegetal pode ter paladar impactante, por meio de sorvetes veganos com sabores brasileiros pouco explorados. O objetivo é ampliar a compreensão de que sorvete pode ser feito sem ingredientes de origem animal e ainda agradar consumidores não veganos.

Desafios e estratégias de implementação

Sciotti ressaltou a importância de esclarecer o cardápio para evitar confusões entre vegetariano e vegano, mantendo a comunicação acessível. O Quincho, localizado na Vila Madalena, atualiza o cardápio conforme as estações, com foco em clareza na descrição dos itens.

Aleixo afirmou que a carne de soja está entre as opções da Grama, defendendo a diversidade de vegetais como base nutricional. Ela reconheceu que o tema vegano pode gerar resistência, mas enfatizou que a variedade de vegetais oferece alternativas saborosas e sustenta uma alimentação equilibrada.

Perspectivas para o futuro

As palestrantes divergem sobre o alcance do vegetarianismo no Brasil, citando o papel histórico da agricultura e da indústria de carne no país. Sciotti observou mudanças no comportamento do público, associando a tendência não apenas à sustentabilidade, mas à saúde. Aleixo reforçou a ideia de que a alimentação vegetariana pode coexistir com uma sociedade tradicionalmente carnívora.

O debate também abordou a dimensão social do consumo: a possibilidade de adaptar a alimentação a diferentes classes sociais e a necessidade de ampliar o acesso a opções vegetais para além de nichos. Em resumo, o painel destacou que o vegetarianismo e o veganismo são temas de discussões contínuas, com impactos em negócios, hábitos alimentares e políticas de alimentação no país.

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