- Tamara Klink, navegadora, passou sozinho o inverno no Ártico a bordo de um barco preso ao gelo e se tornou a primeira latino-americana a cruzar a Passagem do Noroeste, possível pelo derretimento do gelo.
- O feito foi apresentado no São Paulo Innovation Week, no painel Bom Dia, Inverno, realizado no dia 14.
- Klink alertou que o derretimento do gelo pode alterar correntes marítimas e aquecer o Ártico, sugerindo reduzir emissões de CO₂.
- O painel também discutiu o uso da inteligência artificial, destacando desperdício de água e energia em data centers e a necessidade de usos que agreguem valor real.
- A expedição ocorreu entre 2023 e 2024, com dois anos de preparação; momentos marcantes incluíram dormidas curtas, aurora boreal, raposas e corvos, e a valorização da água, energia e vida no mar.
Tamara Klink revelou, no São Paulo Innovation Week, detalhes da expedição solo ao Ártico, onde passou o inverno numa embarcação presa ao gelo. A navegadora se tornou a primeira da América Latina a cruzar a Passagem do Noroeste, feito viabilizado pelo recuo do gelo devido ao aquecimento global.
O painel Bom Dia, Inverno, realizado no Pacaembu e na FAAP, encerrou com aplausos para quem enfrentou frio e perigos e, ao mesmo tempo, reforçou o alerta sobre o derretimento das geleiras. O evento é promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.
Klink apresentou a viagem realizada entre 2023 e 2024, com dois anos de preparação, inclusive aprendizados básicos de sobrevivência e contato com comunidades de caçadores locais. Ela disse ter observado mudanças no gelo que tornaram possível a travessia antes improvável.
Debates sobre IA e clima
Mediado por Samara Castro, o painel discutiu o uso da inteligência artificial, destacando o consumo de água e energia de data centers e o equilíbrio entre aplicações médicas, automação e proteção de direitos autorais. A discussão também ponderou impactos positivos e negativos da IA.
A navegadora comparou o aquecimento global à pandemia, defendendo ações rápidas para reduzir emissões de CO2 e um uso mais moderado de tecnologia. Ela aponta que mudanças no Ártico podem alterar correntes oceânicas e influenciar o clima global.
Klink ressaltou que uma região do Ártico, antes considerada gelo eterno, vem desaparecendo, o que facilitou a travessia. Ela reforçou a necessidade de medidas abrangentes para evitar impactos climáticos maiores e destacou a relação entre gelo marinho, energia e vida no ecossistema polar.
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