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Unilever denuncia bactéria em produtos Ypê à Anvisa

Unilever denuncia à Anvisa presença de Pseudomonas aeruginosa em produtos Ypê após testes independentes, destacando risco à saúde dos consumidores

Na foto, embalagens de detergentes Ypê nas prateleiras de supermercado
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  • A Unilever denunciou à Anvisa e à Senacon a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da Ypê, em denúncias feitas em outubro de 2025 e em março deste ano, segundo documentos obtidos pela Folha de S. Paulo.
  • A empresa informa que realiza testes técnicos rotineiros e, conforme os resultados, notifica as autoridades competentes para proteger consumidores.
  • Em duas denúncias, foram encontrados 14 lotes de produtos Ypê contaminados, com traços de materiais genéticos de outras espécies em sete deles.
  • A Química Amparo, dona da marca Ypê, afirmou que não havia regulamentação da Anvisa sobre limites para esse microrganismo em saneantes, divergindo da avaliação sobre a aplicação cosmética.
  • A Anvisa mantém a recomendação para não uso dos produtos Ypê com final de lote 1, indicando mais de 100 lotes comprometidos e 76 irregularidades na fábrica de Amparo, em São Paulo.

A Unilever enviou denúncias à Anvisa e à Senacon por presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da Ypê, em outubro de 2025 e março de 2026, após testes independentes. As informações foram apuradas pelo jornal Folha de S.Paulo.

A empresa, dona de Cif, Comfort e Omo, afirmou realizar rotineiramente testes técnicos, incluindo em marcas de terceiros, e que, conforme os resultados, as autoridades competentes são notificadas. A Unilever destaca que a saúde do consumidor é prioridade.

Segundo documentos consultados pelo Terra, os testes detectaram a bactérias e apontam risco à saúde. A denúncia de março envolve 14 lotes de Ypê com contaminação, com traços de outros gêneros bacterianos em sete deles.

A Química Amparo, dona da marca Ypê, respondeu à Senacon em outubro, alegando surpresa e indignação e afirmando que não havia regulamentação da Anvisa sobre limites para esse microrganismo em saneantes. A empresa sustenta diferenciação regulatória com cosméticos.

Lotes envolvidos teriam sido fabricados entre abril e setembro de 2025 (primeira denúncia) e entre julho e novembro de 2025 (segunda denúncia). A Anvisa mantém recomendação de não uso de certos Ypê, com mais de 100 lotes comprometidos e 76 irregularidades na fábrica de Amparo.

A Anvisa informou que o julgamento sobre o recursal de Ypê ainda está pendente, com decisão prevista para esta sexta-feira. A agência continua avaliando os impactos e as medidas de controle a serem adotadas.

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