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Adolescentes dos EUA dormem menos do que nunca, aponta novo relatório

Teens nos EUA dormem menos do que nunca; tela e pressão social reduzem o sono, ampliando desigualdades e levando a propostas para iniciar as aulas mais tarde

Studies have shown that teens who sleep longer tend to have sharper mental skills and score better on cognitive tests.
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  • Estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota aponta que os adolescentes dos EUA estão dormindo menos do que nunca.
  • Dados de 1991 a 2023 mostram queda constante do sono em todas as faixas etárias, com apenas 22% dos adolescentes mais velhos dormindo pelo menos sete horas por noite.
  • Fatores citados incluem carga de deveres, pressão social, empregos, além do aumento de tempo diante de telas e redes sociais; fatores recentes como pandemia e estresse social também aparecem.
  • Desigualdades aparecem: jovens negros e latinos, e aqueles com pais com menor nível de educação, têm pior qualidade de sono em relação a outros grupos.
  • Pesquisadores sugerem medidas como adiar o início das aulas para 8h30 ou mais tarde para alinhar com o ritmo circadiano dos adolescentes, além de promover políticas que valorizem o sono.

A cada faixa etária, o sono dos jovens tem diminuído nos últimos anos, aponta estudo da Universidade de Minnesota. A pesquisa, publicada na revista Pediatrics, analisou dados de 1991 a 2023 e revelou recorde de sono insuficiente entre adolescentes nos EUA.

Entre os achados, apenas 22% dos adolescentes mais velhos dormem ao menos sete horas por noite. A queda no tempo de sono aumentou com a idade, sendo mais acentuada no final da adolescência, o que impacta a sensação de descanso.

O estudo usou informações do Monitorando o Futuro, que envolve mais de 400 mil estudantes de 8a, 10a e 12a séries. Foram consideradas duas perguntas centrais: duração de sono de pelo menos sete horas e percepção de descanso suficiente.

Além de fatores clássicos como dever de casa, atividades extracurriculares e pressões sociais, pesquisadores destacam o papel crescente de telas e redes sociais. Eventos recentes de estresse social e pandemia também aparecem entre os fatores citados.

Desigualdades de sono aparecem com força entre diferentes grupos. Alunos negros e latinos, bem como aqueles com menor escolaridade parental, mostraram quedas maiores na percepção de sono suficiente em comparação a outros grupos.

Desafios e possíveis caminhos

Interpretações apontam que o problema pode exigir mudanças estruturais, não apenas comportamentais. Entre as sugestões, atrasar o início das aulas para 8h30 ou mais visa alinhar com o relógio biológico dos adolescentes.

Pesquisadores ressaltam que a solução não é única, mas procedimentos que promovam hábitos de sono devem ganhar espaço em políticas públicas. A ideia é criar ambientes escolares e comunitários que valorizem e protejam o sono.

Experimentos locais com reforço a estratégias de bem‑estar indicam que sono adequado costuma estar associado a melhor desempenho cognitivo e menor sensação de fadiga. A relação entre sono, saúde mental e desempenho escolar é reiterada pelos cientistas.

Estudos adicionais devem investigar impactos de longo prazo, como saúde mental, rendimento escolar e prevenção de doenças crônicas, para orientar políticas de educação e saúde pública.

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