- Em Lundazi, na Zâmbia, uma rádio comunitária divulga programas sobre convivência com animais silvestres, com apoio da IFAW e do Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem (DNPW).
- Moradores de áreas de conservação transfronteiriça, entre Zâmbia e Malawi, convivem com encontros perigosos com a fauna; quatro crianças foram mortas por hyenas desde outubro, segundo autoridades.
- Além das campanhas de rádio, há um sistema de alerta precoce por satélite: 31 elefantes marcados entre 300 e 400 animais em Kasungu (Maláui) são monitorados em tempo real pelo EarthRanger, com avisos enviados por e-mail, WhatsApp e SMS.
- Quando um elefante marcado cruza linhas de fronteira, equipes móveis são enviadas para áreas de possível incursão em plantações; há também redes de cercas elétricas alimentadas a energia solar para cercar lavouras vulneráveis.
- Até março, quarenta e uma collars tinham falhado entre as matrizes, mas cerca de oitenta por cento dos animais ainda eram visíveis no sistema, ajudando a reduzir conflitos com moradores e animais.
In Lundazi, leste da Zâmbia, uma rádio comunitária transmite programas para moradores que vivem numa área de conservação transfronteiriça, entre Zâmbia e Malawi. O foco é enfrentar o conflito humano com a vida selvagem e reduzir ataques.
A transmissão, feita pela Chikaya FM, recebe apoio do IFAW e envolve o Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem (DNPW). Ouça-se que animais atravessam pastagens, escolas e lares rumo a áreas agrícolas. A cada entrevista, orientações práticas aparecem.
Durante a visita de Mongabay, habitantes disseram temer ataques de hyenas, que já ceifaram a vida de quatro crianças desde outubro nos distritos de Lundazi e Lumezi. Chamadas ao vivo também relatam predadores matando cabras e galinhas, mantendo a cidade em alerta.
Elementos de tecnologia e ações práticas
Além da rádio, o programa integra uma plataforma de monitoramento em tempo real, conectada a collars de 31 de 263 elefantes do Parque Kasungu, no Malawi. O sistema EarthRanger envia alertas por e-mail, WhatsApp e SMS aos envolvidos.
A ferramenta permite acompanhar deslocamentos de rebanhos no corredor que liga Kasungu a Lukusuzi e Luambe. Quando uma linha de fronteira é violada por uma elefanta, equipes são despachadas para áreas de risco de cultivo.
IFAW trabalha com a DNPW para ampliar cercas elétrificadas com energia solar. Até março, 29 clusters protegiam 80 quilômetros de lavouras, com mais 60 quilômetros previstos para este ano. A iniciativa visa reduzir encontros perigosos entre animais e agricultores.
Situação e perspectivas
Relatos de campo apontam que a maioria dos elefantes permanece próximo a Kasungu, sob efeito das chuvas recentes, com incursões na Zâmbia ainda pouco frequentes. Voluntários locais, chamados de Primary Response Teams, ajudam a coletar dados sobre conflitos, incluindo ataques de hienas.
Mumbi, oficial do DNPW, informou que não há obrigação de pagar indenizações pela Lei de Vida Selvagem, mas há apoio a famílias afetadas, investigações de incidentes e recomendações de manejo. Em casos de ferimentos, hospitais recebem rapidamente as pessoas.
Ações de prevenção e resposta são intensificadas pela cooperação entre comunidades, IFAW e autoridades, buscando reduzir confrontos diretos com a fauna. A vigilância contínua depende também da manutenção de equipamentos e da confiabilidade dos collars.
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