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Aumento de hipertensão entre jovens preocupa especialistas

Casos de hipertensão entre jovens sobem; alerta reforça avaliação precoce e mudanças de estilo de vida para evitar danos a longo prazo

Hábitos da rotina moderna influenciam no aumento dos casos de pressão alta em jovens
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  • A hipertensão arterial atinge cada vez mais jovens, incluindo crianças e adolescentes, não apenas idosos.
  • Em uma revisão publicada pela The Lancet, a participação de jovens de até 19 anos com hipertensão passou de cerca de 3,2% em 2000 para aproximadamente 6,2% em 2020.
  • A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda avaliações cardiovasculares precoces a partir dos 20 anos, especialmente devido ao aumento de fatores de risco ligados ao estilo de vida.
  • A maioria dos casos é assintomática (aproximadamente 80% a 90%), sendo comum o diagnóstico por meio de consultas e monitoramento da pressão arterial em 24 horas (MAPA) ou medida residencial (MRPA).
  • O tratamento e a prevenção envolvem três pilares: mudança de estilo de vida, adesão ao tratamento medicamentoso e acompanhamento médico regular; obesidade, sedentarismo, alimentação ultraprocessada e alto consumo de sódio são fatores de risco.

O que aconteceu: a hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, atinge cada vez mais jovens, incluindo crianças e adolescentes. A tendência vem ganhando destaque à medida que o tema é discutido no Dia Mundial da Hipertensão, celebrado em 17 de maio, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce.

Quem está envolvido e onde: a população jovem passa a ser alvo de preocupação de entidades médicas, no Brasil e no mundo. Um estudo publicado pela The Lancet aponta que, em 2000, 3,2% dos casos de hipertensão envolviam pessoas com até 19 anos; em 2020, esse índice subiu para 6,2%.

Quando e por quê: a evolução ocorre ao longo das últimas duas décadas. O aumento está associado a mudanças no estilo de vida, como obesidade infantil, sedentarismo e alimentação rica em ultraprocessados. A SBC recomenda avaliações cardiovasculares precoces a partir dos 20 anos, especialmente com fatores de risco.

Diagnóstico e importância do acompanhamento

A hipertensão costuma ser assintomática na maior parte dos casos, o que dificulta a identificação sem monitoramento regular. A MAPA de 24 horas e a MRPA são os principais métodos para diagnóstico, reforçando a necessidade de acompanhamento médico contínuo.

Cuidados preventivos e impactos na saúde

Entre os fatores de risco estão sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alta ingestão de sódio. Práticas como exercícios físicos, controle de peso e alimentação rica em frutas, verduras e legumes ajudam a reduzir a pressão arterial a longo prazo.

Tratamento e manejo

O manejo envolve três pilares: mudança de estilo de vida, adesão ao tratamento farmacológico quando indicado e acompanhamento médico regular. Em média, cada 10 quilos a mais podem elevar a pressão em até 20%, dependendo do caso.

Diagnóstico em crianças e adolescentes

Caso haja fatores de risco ou alterações, é essencial encaminhar para avaliação cardiológica. Crianças devem realizar acompanhamento com o pediatra, com possível encaminhamento para exames especializados, conforme necessidade clínica.

Riscos de não tratar

Sem diagnóstico adequado, a hipertensão aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral, doença renal, aneurismas, demência e alterações oftalmológicas. A detecção precoce é fundamental para reduzir impactos a longo prazo.

Conclusão não apresentada

A mensagem central é a necessidade de conscientização e de diagnóstico precoce para reverter a tendência de hipertensão entre jovens, com foco em prevenção, diagnóstico e tratamento adequados.

Fontes e referências

Estudo publicado pela The Lancet sobre hipertensão em crianças e adolescentes; recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia; avaliações do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

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