- O Brasil aposta no uso intensivo de tecnologia na segurança pública, buscando reduzir a criminalidade com resultados promissores.
- Mais de cem mil equipamentos de reconhecimento facial estão em operação, responsáveis por cerca de cinco mil e quinhentos presos por ano de foragidos da Justiça.
- O arsenal inclui drones, mapeamento, leitura automática de placas, raio X, identificação genética e bodycams em ao menos quinze estados.
- A inteligência artificial ganha espaço, com análise preditiva para mapear hotspots, detectar padrões e orientar operações preventivas.
- O Programa Brasil Contra o Crime Organizado terá onze bilhões de reais em investimentos, sendo um bilhão em aporte direto e dez bilhões em linhas de crédito para estados, anunciado em 12 de maio e alvo de críticas pela oportunidade e finalidade eleitoral.
Na segurança pública brasileira, cresce a aposta em tecnologia como principal instrumento de combate ao crime. O país já opera com mais de 100 mil câmeras de reconhecimento facial, segundo levantamento da reportagem, que apontam para cerca de 5.500 prisões anuais de foragidos detectados por esses dispositivos. Muitos criminosos eram autores de homicídios e sequestros, e só foram perseguidos após flagrantes em vias públicas, estádios e outros espaços.
Além das câmeras, o arsenal tecnológico inclui drones, mapeamento e prevenção de crimes, leitura automática de placas, raio X para ver através de paredes, identificação genética avançada e bodycams em uso por policiais de ao menos 15 estados. Paralelamente, a inteligência artificial avança com análises preditivas para mapear hotspots, detectar padrões e orientar operações policiais mais eficientes.
Programa Brasil Contra o Crime Organizado
Na terça-feira, 12, o governo federal anunciou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, com aporte total de 11 bilhões de reais. Destina 1 bilhão em recurso direto e 10 bilhões em linhas de crédito para estados. Parte dos recursos deve financiar aquisição de drones e câmeras corporais para as forças de segurança. A iniciativa surge no fim de mandato atual e tem sido alvo de críticas quanto ao timing político.
Especialistas destacam que o conjunto de ferramentas não é solução única para a violência, que segue como uma das maiores preocupações nacionais. A escalada do crime tem levado a mudanças de rotina da população e a cobranças por políticas consistentes e de longo prazo, sem viés eleitoreiro. Fontes: VEJA, edição de 15 de maio de 2026.
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