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Casos de bronquiolite em bebês sobem no Brasil, aponta Fiocruz

Fiocruz registra alta de SRAG em bebês, com VSR como principal causador da bronquiolite, com crescimento em diversas regiões do país

Casos de bronquiolite em bebês aumentam no Brasil, diz Fiocruz
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  • Fiocruz aponta alta de Síndrome Respiratória Aguda Grave em bebês no Brasil, com o vírus sincicial respiratório (VSR) como principal responsável.
  • Quase metade dos SRAG com diagnóstico confirmado é causada pelo VSR, seguido por Influenza A e rinovírus; crescimento observado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste (inclui Roraima, Tocantins, São Paulo e Espírito Santo).
  • Anualmente, cerca de vinte mil bebês com menos de um ano são internados no Brasil por bronquiolite.
  • Sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato incluem respiração difícil, chiado no peito, recusa para se alimentar, cor azulada dos lábios/pontas de dedos e sonolência acentuada.
  • Prevenção envolve vacinação de gestantes a partir de quarenta semanas de gravidez, anticorpo monoclonal para bebês de alto risco, vacinação contra influenza e medidas como aleitamento, higiene das mãos, evitar fumaça de cigarro e ambientes muito aglomerados.

O Brasil registra aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave SRAG em crianças com menos de 2 anos, segundo a Fiocruz. O vírus sincicial respiratório VSR aparece como principal causador da bronquiolite infantil. O crescimento ocorre em quatro regiões do país, com destaque para a Região Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Quase metade dos SRAG com diagnóstico confirmado envolve o VSR. Dados do Boletim InfoGripe apontam avanço também em estados da Região Sul, além de Roraima, Tocantins, São Paulo e Espírito Santo. Anualmente, cerca de 20 mil bebês com menos de 1 ano são internados por bronquiolite.

O VSR circula o ano todo, com picos no outono e inverno. Em bebês, especialmente até 6 meses, a infecção pode evoluir rapidamente para bronquiolite, dificultando a respiração devido à inflamação das vias aéreas.

Sinais de alerta aparecem rapidamente. Respiração com esforço, chiado no peito, recusa para mamar e pele azulada exigem atendimento imediato. Em alguns casos, a piora acontece em poucas horas, exigindo suporte hospitalar.

Especialistas destacam que, após o VSR, pode ocorrer sibilância recorrente. O infectologista Renato Kfouri ressalta impactos a longo prazo, com riscos de novos episódios respiratórios e cansaço frequente.

Para proteção, a principal medida é a vacinação das gestantes a partir de 28 semanas, transferindo anticorpos ao bebê. Bebês de alto risco podem receber anticorpo monoclonal via SUS.

A imunização contra a gripe, oferecida pelo SUS, também protege contra Influenza A e é priorizada para crianças de até 6 anos, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades. A vacinação segue como defesa adicional.

Medidas de higiene ajudam na prevenção: manter vacinação em dia, aleitamento quando possível e evitar fumaça de cigarro. Lavar as mãos antes de pegar o bebê, evitar aglomerações e manter ambientes ventilados também ajudam.

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