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Dan Herman afirma que o futuro da guerra é de robôs autônomos

Especialista alerta que polos de defesa emergem além dos centros tradicionais, com drones mais baratos redesenhando custos e levando decisões letais a algoritmos

Foto do autor Gabriella Lodi
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  • Dan Herman, professor da Universidade de Toronto, participou do São Paulo Innovation Week e afirmou que o futuro da guerra é de robôs autônomos, o que ele considera assustador.
  • Em dois mil e vinte e dois, voluntários improvisavam drones em garagens; em dois mil e vinte e cinco o país já tinha mais de quinhentas empresas de tecnologia de defesa, com veículos não tripulados, IA e guerra cibernética, conectadas pela plataforma Brave 1 (governo ucraniano).
  • Um caso emblemático é o da startup PetCube, que passou de câmeras para pets a módulos militares; o modelo de duplo uso recebeu financiamento público para testes no campo com ciclo de feedback de uma semana.
  • Há uma nova assimetria de custos: drones de dez mil dólares podem ter desempenho superior a mísseis caros, levando a mudanças nas doutrinas militares globais.
  • Países do Golfo, Sudeste Asiático, Japão e Canadá buscam o modelo ucraniano para construir cadeias de suprimento mais resilientes; o Brasil é visto como potência média com potencial de colaboração em defesa tecnológica fora do eixo das superpotências.

O professor Dan Herman, da Universidade de Toronto, participou do São Paulo Innovation Week para discutir o avanço dos robôs autônomos na guerra e o surgimento de polos de inovação fora dos grandes centros. Ele mostrou como a evolução acelerou a partir de iniciativas governamentais e da pressão de conflitos recentes.

Em 2022, voluntários improvisavam drones em garagens com fita adesiva. Em 2025, o Canadá registrou mais de 500 empresas de defesa produzindo veículos não tripulados, IA e guerra cibernética, segundo Herman. O mecanismo citado foi a Brave 1, plataforma criada pelo governo ucraniano para conectar soldados a desenvolvedores.

Mecanismos de inovação e uso dual

O professor destacou o papel do governo na interface com startups, porém ressaltou que regras costumam atrasar casos de uso no front. Um exemplo citado foi a startup PetCube, que adaptou sensores de câmeras para aplicações militares, segundo Herman.

A iniciativa de financiamento público apoiou testes no campo de batalha com ciclos de feedback de uma semana, incentivando o duplo uso entre civilian e militar. Além disso, a guerra evidenciou nova assimetria de custos entre mísseis caros e drones de menor valor.

Perspectivas globais e impactos estratégicos

Herman afirmou que o conflito na Europa deixou de ser bilateral e envolve o mundo todo, com países do Golfo, Sudeste Asiático, Japão e Canadá buscando aprender com o modelo ucraniano. Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Japão e Taiwan aparecem como potenciais parceiros para cadeias de suprimento resilientes.

O docente apontou ainda que avanços na defesa tecnológica implicam mudanças nas doutrinas militares e nas decisões de comando. A robotização do campo de batalha é vista como necessária por algumas partes, mas traz questionamentos sobre o controle humano.

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