- Previsão aponta El Niño forte em 2026, com aquecimento do Pacífico Equatorial e anomalias positivas ganhando força entre o inverno e a primavera do Hemisfério Sul.
- Atualmente, a temperatura da região Niño 3.4 está cerca de +0,4°C acima da média; ainda abaixo do limiar de +0,5°C utilizado pela NOAA para confirmar o fenômeno.
- Os impactos no Brasil devem começar a aparecer com força na primavera e no verão de 2026/2027, quando o acoplamento oceano–atmosfera se intensifica.
- O cenário mais provável é de um El Niño forte, sem indicativos de um “super El Niño”; efeitos podem se lembrar do que ocorreu em 2023/2024, com menos chuvas no Norte e Nordeste, riscos hídricos no Sudeste e Centro-Oeste, e chuvas acima da média no Sul.
- Em 2023/2024, o El Niño alterou padrões de chuva e temperatura, aumentando a demanda por energia elétrica devido a calor e uso de ar‑condicionado, e elevando a necessidade de monitoramento e acionamento de usinas termoelétricas.
O Pacífico Equatorial continua aquecido de forma gradual, sinalizando um novo episódio de El Niño para o segundo semestre de 2026. A temperatura da região Niño 3.4 está hoje cerca de +0,4°C acima da média, ainda abaixo do limiar oficial de +0,5°C usado pela NOAA.
As projeções da NOAA, divulgadas em maio de 2026, indicam maior probabilidade de aquecimento persistente no Pacífico durante o segundo semestre. Modelos apontam anomalias positivas mais elevadas, sugerindo ganho de intensidade entre o inverno e a primavera do Hemisfério Sul.
Quando o El Niño começa a influenciar o Brasil, os primeiros impactos podem aparecer no inverno, mas os efeitos mais relevantes costumam ocorrer na primavera e no verão de 2026/2027, com o acoplamento oceano-atmosfera fortalecendo chuvas e temperaturas.
Impactos esperados no Brasil em 2026
Caso se confirme, o El Niño forte pode reduzir as chuvas no Norte e Nordeste e elevar temperaturas, aumentando a pressão sobre recursos hídricos. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a estação chuvosa pode ficar comprometida, afetando reservatórios hidrelétricos e elevando o risco hidrológico. O Sul tende a ter chuvas acima da média.
Além disso, um El Niño forte tende a provocar ondas de calor mais intensas, o que aumenta a demanda por energia elétrica e pode pressionar o sistema elétrico brasileiro.
Impactos do El Niño 2023/2024 no clima e no setor elétrico
O ENOS alterou padrões de chuva e temperatura globais, com efeito expressivo no Brasil. Na região Sudeste e Centro-Oeste houve tempo mais quente e seco, elevando o risco hidrológico e a necessidade de acionar termelétricas para atender a demanda.
Na região Sul as chuvas ficaram acima da média, contribuindo para a recuperação de reservatórios. Em alguns casos, houve vertimento de água para manter a segurança das hidrelétricas diante do volume armazenado.
O pico do El Niño 2023/2024 ocorreu entre o fim de 2023 e o início de 2024, quando houve forte aquecimento das águas do Pacífico. O cenário elevou a demanda de energia devido ao uso intensivo de ar-condicionado e refrigeração, impactando o planejamento do SIN.
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