- O futurista Ian Beacraft, CEO da Signal and Cipher, participou do São Paulo Innovation Week e alertou sobre conteúdos falsos gerados por IA.
- Ele afirma que vídeos e áudios com aparência de pessoas conhecidas estão tão realistas que é necessário desconfiar de tudo.
- Beacraft diz ter visto clonagem digital e comenta que comentários em redes sociais quase parecem criados por IA; a paranoia, segundo ele, é útil.
- Em conversa com Renato Camargo, CMO do Bradesco, ele rejeita a visão apocalíptica da IA e ressalta que o futuro depende das decisões coletivas.
- O especialista cita pesquisa da Pew Research indicando 47% dos brasileiros estarem mais preocupados do que entusiasmados com IA (55% nos EUA); aponta que o Brasil desindustrializou, mas abriga um ecossistema de startups veloz.
O futurista Ian Beacraft alertou sobre conteúdos gerados por inteligência artificial durante o São Paulo Innovation Week. Em painel na noite de 14 de setembro, em São Paulo, ele perguntou como confiar no que parece real em vídeos e áudios que imitam pessoas conhecidas. Beacraft é CEO da consultoria Signal and Cipher.
O especialista destacou que a qualidade desses conteúdos tem aumentado, tornando difícil distinguir o que é autêntico. Ele comentou que comentários em redes sociais costumam afirmar que tudo foi criado com IA, e relatou ter sido alvo de clonagem digital em diferentes contextos.
Contexto no SP Innovation Week
Beacraft contou ter visto pessoas tentarem cloná-lo no ambiente digital. Em conversa mediada pelo CMO do Bradesco, Renato Camargo, o futurista avaliou que a visão apocalíptica sobre IA não ajuda a sociedade e que as narrativas negativas podem impactar decisões públicas e privadas.
O palestrante comparou o avanço da IA aos históricos protocolos de transformação tecnológica. Segundo ele, mudanças ocorrem de modo gradual e costumam ser subestimadas no dia a dia, o que favorece uma percepção negativa da tecnologia.
Percepção pública e impactos no Brasil
O especialista citou estudo da Pew Research apontando que 47% dos brasileiros estão mais preocupados do que entusiasmados com a IA, cifra menor que a dos EUA, onde o índice chega a 55%. Ele indicou que o início de revoluções tecnológicas traz perdas significativas, ainda que apresente ganhos não imediatos.
Beacraft reforçou a desindustrialização recente do Brasil, contrapondo com a velocidade de criação de startups no país. Segundo ele, cada avanço traz custos, e a sociedade tende a notar primeiro as perdas antes dos benefícios.
Caminhos para empreendedores
Por fim, o futurista ressaltou a importância de empreendedores avançarem com funções ainda sem nomes definidos, lembrando a evolução de atividades criadas no início da era da internet. A mensagem é observar oportunidades surgindo com a evolução da IA, sem perder o senso crítico.
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