- Pesquisadores da Universidade de Durham avaliaram a introdução de vegetais na alimentação de crianças por meio de cápsulas de pó de couve ou cenoura dadas a gestantes, repetidas quando os bebês tinham três semanas; aos três anos, as crianças consumiram os alimentos.
- Os especialistas compararam as expressões faciais dos bebês após a ingestão com imagens de ultrassom registradas antes do nascimento.
- Filhos expostos à couve ainda na gravidez mostraram melhor aceitação à couve; já a cenoura chegou a ser rejeitada.
- Em contrapartida, os filhos do grupo exposto à cenoura aceitaram a cenoura, enquanto a couve foi menos agradável para eles.
- Os pesquisadores ressaltam que, apesar de a amostra ser pequena e ser necessária mais investigação, os resultados sugerem memória gustativa ou olfativa duradoura e possível influência das escolhas alimentares futuras.
Pesquisadores da Universidade de Durham investigaram a aceitação de vegetais por bebês em três fases diferentes, buscando o momento com menor rejeição. O estudo alerta para o papel da exposição pré-natal na formação de preferências alimentares.
Para a experiência, gestantes receberam cápsulas com pó de couve ou cenoura. O experimento repetiu-se quando os bebês tinham três semanas. Aos três anos, as crianças consumiram os vegetais e foram avaliadas por meio de expressões faciais e imagens pré-natais de ultrassom.
A conclusão aponta que bebês expostos à couve no útero mostraram maior aceitação; já a cenoura foi mais bem recebida em outros casos, enquanto a couve foi mal aceita. A equipe observa padrões de memória gustativa relacionados à dieta materna.
Metodologia e resultados
O grupo analisou reações faciais das crianças após a ingestão e comparou com dados ultrassonográficos pré-natais. A pesquisa sugere que sabores vivenciados no final da gravidez podem influenciar preferências futuras, ainda que com amostra pequena.
Implicações e próximos passos
Os autores ressaltam que mais estudos são necessários para confirmar a relação entre alimentação materna gestacional e escolhas alimentares na infância. As descobertas abrem caminho para intervenções dietéticas precoces.
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