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IA brasileira auxilia proteção de ecossistemas marinhos ameaçados na costa

IA brasileira aprimora mapeamento de ecossistemas marinhos sensíveis e reduz erros na identificação de algas calcárias, fortalecendo conservação

Inteligência artificial brasileira ajuda a proteger ecossistemas marinhos ameaçados no fundo do oceano. (Imagem: Getty Images via Canva)
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  • Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro desenvolveram uma ferramenta de IA para identificar ecossistemas marinhos sensíveis na costa brasileira.
  • O projeto utiliza aprendizado de máquina e foi publicado pela Springer Nature.
  • A tecnologia visa mapear áreas submarinas, reduzir erros na identificação de espécies, auxiliar ações de conservação e apoiar decisões sobre exploração oceânica.
  • O estudo destaca as algas calcárias, que formam recifes e ajudam no equilíbrio químico dos oceanos, como foco central.
  • A IA baseia-se em aprendizado autossupervisionado e aprendizado contrastivo, atribuindo níveis de confiança às imagens analisadas para melhorar a precisão.

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial para mapear e proteger ecossistemas marinhos vulneráveis na costa do Brasil. O projeto é liderado por engenheiros da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e utiliza técnicas de aprendizado de máquina para identificar áreas sensíveis no fundo do mar com maior precisão.

A pesquisa, publicada na Springer Nature, surge em meio a pressões de atividades como exploração de petróleo e gás, que podem impactar habitats frágeis, principalmente em profundidades profundas e de difícil monitoramento. A tecnologia visa mapear, reduzir erros de identificação e informar decisões sobre conservação e exploração oceânica.

A nova IA utiliza aprendizado autossupervisionado e aprendizado contrastivo, permitindo reconhecer padrões mesmo com dados imperfeitos. O sistema classifica o grau de confiança de cada imagem, priorizando registros menos confiáveis durante o treino.

Algas calcárias: a chave para recifes e carbono

As algas calcárias aparecem como foco do estudo, por formarem recifes e manterem o equilíbrio químico oceânico. Esses organismos oferecem abrigo a várias espécies e ajudam no armazenamento de carbono. Danos podem comprometer ecossistemas inteiros.

Localizar essas áreas em profundidades altas é um desafio, pois a luz é escassa. Atualmente, veículos operados remotamente capturam imagens submarinas para análise computacional.

Avanços da IA e impactos ambientais

O modelo aprende a distinguir características visuais relevantes sem depender exclusivamente de classificações humanas, que podem ter falhas. Além disso, o sistema atribui níveis de confiança, orientando o treinamento da IA.

Testes indicam ganho de precisão no reconhecimento ambiental, especialmente para algas calcárias. Pequenas melhorias podem gerar grande impacto em monitoramento e conservação de recifes e habitats profundos.

A tecnologia pode ampliar o monitoramento da biodiversidade, apoiar planejamento de infraestrutura oceânica sustentável e reduzir impactos ambientais. Com isso, instrumentos como esse ganham espaço na proteção de ecossistemas marinhos e do clima.

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