- Após três anos, a voz volta a ser aposta das empresas em IA conversacional, com o AI Summit marcado para 2 de junho, em São Paulo.
- O especialista João Paulo Alqueres, Alexa Champion, lidera mais de duzentas soluções de IA conversacional pela startup Iara Digital.
- Técnico: o ChatGPT mudou o foco do mercado para o texto; hoje, modelos multimodais permitem voz, imagem e vídeo.
- A criação de soluções evoluiu de código linha a linha para definir parâmetros e contexto, aproximando intenção do resultado e tornando a construção mais democrática.
- A tendência é de convergência de sentidos em uma única IA; Thinking Machines, de Mira Murati, mostrou um modelo que ouve, vê e responde em tempo real.
A IA conversacional volta a ganhar espaço com a aposta na interação por voz. O movimento ocorre após o destaque do ChatGPT no texto, em 2022, e a redução do uso de assistentes de voz como a Alexa. Agora, a voz é tema central de investimentos e projetos.
O AI Summit 2026, promovido pela EXAME, acontece em 2 de junho, no prédio da EXAME, na Rua da Consolação, em São Paulo. O objetivo é mostrar como a voz pode ampliar a experiência de usuários e clientes em diversos setores.
João Paulo Alqueres lidera o radar da IA conversacional no Brasil. Ele é reconhecido como Alexa Champion pela Amazon e dirige a startup Iara Digital, com mais de 200 soluções de IA para clientes internacionais.
A trajetória começou com a Siri, em 2011, e ganhou escala com a Alexa. Hoje, especialistas destacam que o mercado se voltou ao texto com o ChatGPT, mas a voz volta a avançar com modelos multimodais que processam áudio, imagem e vídeo.
A mudança técnico-prática envolve a criação de “constituições” para IA: parâmetros, restrições e contextos que orientam o comportamento do agente. Isso facilita que empresas entreguem soluções sob medida sem depender de intermediários.
O ecossistema passa pela consolidação dos agentes digitais. A Eleven Labs atua nesse nicho, ao lado de a Alexa+ (versão com IA generativa anunciada em 2025), que ainda não tem data de chegada ao Brasil.
Recentemente, a Thinking Machines, liderada por Mira Murati, mostrou um modelo que ouve, vê e responde em tempo real, sinalizando a direção de IA mais integrada ao mundo real, com menos rigidez entre entrada e resposta.
As marcas voltam a buscar experiências de voz personalizadas, abrindo espaço para aplicações que vão de jogos a atendimentos. A visão de Alqueres aponta para uma IA única capaz de unificar diferentes sentidos numa única plataforma.
No palco do AI Summit, especialistas devem discutir a convergência das tecnologias e o impacto na indústria. O evento ocorre no dia 2 de junho, em São Paulo, com inscrições abertas. Garanta já a sua vaga.
Entre na conversa da comunidade