- Priscyla Laham, presidente da Microsoft, afirma que a IA é sobre transformação dos humanos no ambiente de trabalho, não apenas sobre tecnologia.
- A Microsoft já desenvolve cerca de quarenta por cento dos seus produtos com IA, segundo a executiva.
- O conceito de “frontier firms” indica empresas de ponta operadas por IA e lideradas por humanos; a substituição real é de visão, não de tecnologia.
- Segundo Priscyla, fatores como lidar com ambiguidade e tomar decisões não poderão ser substituídos pela IA; é preciso dobrar esforços para usar dados de qualidade.
- Em relação a desigualdade, foram apresentados números: IA no Sul Global atinge dezesseis por cento, no Norte chega a vinte e sete por cento; as mulheres ainda utilizam menos a tecnologia que os homens.
- O evento São Paulo Innovation Week, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, segue até sexta-feira, com participação de mais de dois mil palestrantes de diversas áreas.
Priscyla Laham, presidente da Microsoft, participou do São Paulo Innovation Week para discutir como a IA está transformando o trabalho humano, e não apenas a tecnologia. O painel ocorreu nesta quinta-feira, em São Paulo, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.
A executiva explicou o conceito de frontier firms, empresas de ponta lideradas por humanos e operadas por IA. Ela afirmou que boa parte das empresas já utiliza IA, mas o desalinhamento atual está na visão de que IA é apenas tecnologia, quando o eixo é a transformação humana.
Ela informou que a Microsoft já dedica cerca de 40% do desenvolvimento de produtos com IA, ressaltando que algumas funções não podem ser substituídas pela máquina: lidar com ambiguidade e tomar decisões. Dados com cautela, segundo ela, são essenciais para resultados confiáveis.
A presidente destacou ainda que a incorporação da IA exige mudanças na forma de trabalhar, com menos tempo e energia desperdiçados em tarefas repetitivas. Ela enumerou quatro perguntas-chave para as empresas antes de avançar com IA.
Secondo a executiva, a IA levanta questões de desigualdade. Dados apresentados mostraram menor adoção no Sul Global (16%) comparado ao Norte Global (27%), com as mulheres usando menos a tecnologia. Ela alertou para o risco de um abismo se a adoção não for inclusiva.
Ela enfatizou que o acesso à IA está concentrado e é preciso ampliar a participação de pessoas de diferentes regiões. Sem inclusão, não haverá visões diversas para novas posições e oportunidades futuras.
São Paulo Innovation Week
O evento é o maior festival global de tecnologia e inovação, reunindo mais de 2 mil palestrantes nacionais e internacionais. O conteúdo abrange áreas como ciência, saúde, educação, finanças, mobilidade e sustentabilidade.
Priscyla reforçou que o foco não é apenas tecnologia, mas a transformação que a IA provoca nos processos, produtos e na relação com clientes. A ideia é adaptar pessoas a trabalhar com novas ferramentas de forma mais eficiente.
A programação segue até sexta-feira, 15 de maio, com atividades no Pacaembu e na Faap. O encontro reúne especialistas de diversas áreas para debater impactos da IA e tendências para o mercado.
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