Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Linfomas: Sintomas e Diagnóstico Explicados de Forma Clara

Dia Mundial do Linfoma reforça detecção precoce no Brasil, onde são registrados mais de 14 mil casos por ano e sintomas variam conforme a localização

Câncer com origem no sistema linfático pode ser considerado um linfoma de Hodgkin ou linfoma não Hodgkin
0:00
Carregando...
0:00
  • O Brasil registra mais de 14 mil casos novos de linfoma por ano, conforme estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
  • Em 2020, foram registradas 4.357 mortes por linfoma não-Hodgkin e 455 por linfoma de Hodgkin.
  • Linfomas são a oitava forma de câncer no país, com incidência de cerca de 6 casos por cada 100 mil habitantes; o risco de óbito é de aproximadamente 2 por 100 mil.
  • Os sinais mais comuns incluem aumento indolor de gânglios no pescoço, axilas ou virilha, além de suor noturno, febre, coceira, cansaço e perda de peso sem motivo.
  • O diagnóstico envolve biópsia, exame histopatológico e, frequentemente, imunohistoquímica, além de tomografia e ressonância; o tratamento varia conforme o tipo e o estágio, podendo incluir quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

Os linfomas são cânceres que afetam os linfócitos, células-chave da defesa do organismo. O tumor se desenvolve principalmente nos linfonodos e envolve várias etapas do sistema imune. Estima-se que o Brasil registre mais de 14 mil novos casos por ano, de acordo com o Inca.

Dados atualizados do Inca indicam 4.357 mortes por linfoma não-Hodgkin e 455 por linfoma de Hodgkin em 2020. No país, os linfomas representam a oitava forma de câncer, com incidência de cerca de 6 casos a cada 100 mil habitantes.

O dia 15 de novembro é dedicado ao Dia Mundial de Conscientização do Linfoma, ressaltando a importância da detecção precoce e do diagnóstico oportuno.

O que são os linfomas

O sistema linfático compreende linfonodos, vasos e tecidos que integram o sistema imune. Quando o câncer tem origem nesse sistema, pode ser classificado como linfoma de Hodgkin ou não-Hodgkin.

A principal diferença entre os tipos está no padrão de disseminação. Hodgkin se espalha de forma ordenada entre linfonodos, já os linfomas não-Hodgkin costumam apresentar disseminação mais irregular.

Existem mais de 20 subtipos de linfomas não-Hodgkin, com predomínio de linfomas B, T e NK. Entre os mais comuns estão o linfoma não-Hodgkin difuso de células B e o linfoma folicular.

Sinais e sintomas

Os principais sinais não-Hodgkin incluem inchaço indolor de gânglios no pescoço, axilas ou virilha, suor noturno, febre, coceira, cansaço e perda de peso sem explicação.

Para Hodgkin, os sintomas variam conforme a localização do tumor. Inchaço indolor dos gânglios pode ocorrer no pescoço, axilas ou virilha, com tosse ou dor torácica se houver comprometimento no tórax.

Atenção aos sinais: linfonodos inchados que persistem por semanas devem ser avaliados por um médico, já que podem ter origem em infecções ou inflamações, além do câncer.

Fatores de risco

Em muitos casos não há fatores de risco claramente identificáveis. Exposição a radiação ou produtos químicos, como benzeno e pesticidas, pode aumentar o risco. Pessoas com imunidade fragilizada, por vírus como Epstein-Barr ou HIV, também apresentam maior vulnerabilidade.

Não há prevenção específica para linfomas. A detecção precoce é apontada como modo mais eficaz de ampliar as opções de tratamento, com potencial para curas em alguns tipos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico exige exames variados para definir o tipo de linfoma e orientar o tratamento. Destacam-se biópsia de linfonodo, exames de histopatologia, imunohistoquímica, além de tomografia e ressonância.

A biópsia cirúrgica é fundamental para confirmar a natureza do linfonodo aumentado e orientar a classificação histopatológica do tumor.

Como é feito o tratamento

O tratamento é personalizado conforme o tipo e o estágio do linfoma, podendo incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou combinações dessas abordagens. A escolha considera a condição física do paciente e comorbidades.

A terapia pode envolver medicamentos administrados por via oral ou intravenosa, ou regimes poliquimioterápicos, conforme o caso.

Profissionais de saúde avaliam fatores como doenças cardiovasculares ou pulmonares para definir a tolerância ao tratamento oncológico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais