- Mira Murati, ex‑diretora de tecnologia da OpenAI, cofundou a Thinking Machines Lab para desenvolver IA que colabore com pessoas, em vez de substituí-las.
- A empresa mostrou modelos de interação que se comunicam com o usuário por câmera e microfone, entendendo pausas, interrupções e mudanças de tom.
- Esses modelos não são apenas transcrições; eles conseguem adaptar a conversa em tempo real quando alguém esclarece um ponto ou muda de assunto.
- A Thinking Machines já levantou bilhões de dólares e lançou até agora apenas um produto, o Tinker, disponibilizado como API para ajustar modelos de IA com dados personalizados.
- Murati defende que esse caminho coloca a colaboração humana no centro e amplia as preferências e intenções das pessoas, contrastando com projetos que visam IA mais autônoma.
Mira Murati, líder da Thinking Machines Lab e ex-CTO da OpenAI, defende uma abordagem em que a inteligência artificial coopera com as pessoas em vez de substituí-las. Em entrevista à WIRED, ela apresentou o conceito de manter humanos no circuito decisório.
A startup tem elaborado um caminho diferente do foco comum de IA de “superinteligência”. Murati afirma que a melhor forma de lidar com futuros diversos é manter humanos na loop, colaborando com modelos de IA para alcançar objetivos.
A Thinking Machines Lab revelou uma nova linha de modelos de IA, chamados de “modelos de interação”, que buscam conversar com pessoas por meio de câmera e microfone. Diferentemente de interfaces baseadas apenas em voz, esses modelos entendem comunicação humana contínua, incluindo pausas e mudanças de tom.
Segundo a empresa, esses modelos reagem a esclarecimentos em tempo real e se adaptam a mudanças de assunto durante a interação. A demonstração foi em vídeos, sem lançamento público anunciando data de disponibilização.
Murati deixou o cargo de CTO da OpenAI em 2024 para cofundar a Thinking Machines, que já levantou bilhões de dólares para desenvolver IA de fronteira. Até o momento, o portfólio inclui apenas um produto disponível para pesquisadores e engenheiros.
O produto inicial é o Tinker, lançado em outubro de 2025, que permite refinar modelos de IA de fronteira com dados personalizados. Hoje, o Tinker funciona como API para ajuste fino de modelos de código aberto.
Alexander Kirillov, membro fundador e especialista em IA multimodal, afirma que os modelos de interação podem favorecer maior personalização. Segundo ele, o sistema continua a aprender com as ações do usuário e responde com informações ou busca de dados, algo não visto em modelos atuais.
Murati descreve a visão da empresa como a primeira aposta em colaboração humana, capaz de ampliar preferências e valores das pessoas, com IA entendendo e prevendo intenções. A executiva situou o objetivo dentro de um ecossistema que prioriza empoderamento humano.
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