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OMS revisa mortes por Covid em 22,1 milhões, triplo do inicialmente registrado

OMS revela que a Covid-19 causou 22,1 milhões de mortes entre 2020 e 2023, três vezes o registrado, com óbitos indiretos pela sobrecarga de sistemas de saúde

Paciente com Covid é atendida em hospital de Nova Delhi, na Índia, em 2021, ano mais crítico da pandemia
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  • A Covid-19 causou 22,1 milhões de mortes entre 2020 e 2023, três vezes o total oficial de 7 milhões.
  • As mortes incluem fatores indiretos, como sobrecarga dos sistemas de saúde, atrasos e interrupção de serviços essenciais.
  • Perfil de risco: 57% das vítimas foram homens; 65% tinham 65 anos ou mais; Sudeste Asiático respondeu por 27% do óbito global.
  • Excedente de mortalidade atingiu pico em 2021 (10,4 milhões) e chegou a 3,3 milhões em 2023; 2022 foi de desaceleração.
  • Impacto na esperança de vida: de 73 anos em 2019 para 71 em 2021, com recuperação parcial em 2023; reforço à atenção primária, cobertura universal e dados precisos de mortalidade.

A Organização Mundial da Saúde divulgou o Relatório de Estatísticas Mundiais de Saúde 2026, com uma leitura inédita sobre a Covid-19. Entre 2020 e 2023, a pandemia causou 22,1 milhões de mortes, três vezes o total oficial de 7 milhões. O estudo soma óbitos diretos e indiretos.

A pesquisa aponta que a pior fase ocorreu em 2021, quando foram registradas 10,4 milhões de mortes excedentes. Em 2023, o excedente caiu para 3,3 milhões, com 2022 servindo como ano de desaceleração. Boletins e registros ajudaram a compor o cálculo.

O relatório enfatiza que fatores indiretos contribuíram significativamente para o número final. Interrupções nos serviços de saúde, sobrecarga de leitos e atrasos em tratamentos teriam aumentado a mortalidade por outras doenças.

Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, também aparecem entre os grupos mais atingidos, já que o acesso a terapias e a continuidade de cuidados foi prejudicado pela pandemia. Casos de câncer e condições cardiovasculares também compuseram o impacto indireto.

Dados demográficos

Homens responderam por 57% das mortes globais. O risco aumentou drasticamente com a idade: 65% das vítimas tinham 65 anos ou mais, e pessoas acima de 85 ficaram em situação de maior risco. Regions com maior peso na mortalidade incluíram o Sudeste Asiático (27%).

A OMS ressalta que a crise freou avanços de longevidade. A expectativa de vida mundial caiu de 73 anos, em 2019, para 71 anos em 2021, recuperando-se parcialmente em 2023. A recuperação não foi uniforme entre gêneros.

Caminhos para a recuperação

O estudo recomenda fortalecer a atenção primária e ampliar a cobertura universal de saúde. Investimentos em sistemas de dados de mortalidade são apontados como essenciais para monitorar riscos futuros e orientar políticas públicas.

Segundo a OMS, manter ganhos de longevidade exige resposta contínua a choques de saúde. A entidade ressalta que a recuperação ainda é desigual entre países e grupos populacionais, exigindo estratégias inclusivas e sustentáveis.

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