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Órgãos 3D e AR no metaverso redefinem planejamento cirúrgico

Modelos 3D, IA e realidade aumentada no metaverso ajudam no planejamento de cirurgias complexas, incluindo a separação de gêmeos siameses craniópagos

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  • Em painel no São Paulo Innovation Week, médicos mostraram uso de modelos 3D, inteligência artificial e realidade aumentada no metaverso para planejar cirurgias de alta complexidade.
  • O laboratório de biodesign da PUC-Rio/Dasa transforma imagens de tomografia, ultrassonografia e ressonância magnética em modelos 3D impressos para estudo detalhado de cada caso.
  • Um dos casos destacados foi a separação de gêmeos siameses unidos pelo crânio, que exigiu sete cirurgias para separar estruturas internas.
  • Nove meses após a separação, houve um segundo caso similar: um bebê faleceu por cardiopatia congênita grave, e o irmão que sobreviveu, Augusto, tem dois anos e dez meses e apresenta desenvolvimento normal.
  • Além do planejamento cirúrgico, as imagens 3D também são usadas no ensino, com realidade aumentada e óculos de realidade virtual para aulas sobre anatomia.

O uso de modelos 3D, inteligência artificial e realidade aumentada no metaverso está transformando o planejamento de cirurgias de alta complexidade. Médicos do PUC-Rio/Dasa e do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer apresentaram as inovações durante o São Paulo Innovation Week.

No painel, o médico Heron Werner detalhou o funcionamento do laboratório de biodesign: imagens de tomografia, ultrassom e ressonância são convertidas em modelos 3D de órgãos. Esses modelos são impressos para estudo detalhado e planejamento das operações.

O neurocirurgião Gabriel Mufarrej explicou como a abordagem 3D permitiu avanços em casos extremos, como a separação de gêmeos siameses unidos pelo crânio. Em cada etapa, novos modelos anatômicos são criados para guiar as cirurgias.

O grupo também utiliza realidade aumentada para ensino, projetando imagens 3D em óculos de realidade virtual, facilitando aulas sobre estruturas internas. Além disso, o método já ajudou no planejamento de intervenções fetais em tumores cervicais de fetos.

Foram reportadas sete cirurgias na separação dos gêmeos craniópagos, com sucesso em etapas cruciais. Em um segundo caso, nove meses depois, uma nova operação foi planejada com suporte de modelos 3D; um bebê faleceu por cardiopatia grave, mas o irmão sobreviveu sem sequelas neurológicas.

Mufarrej ressaltou a raridade desses casos: um a cada 2,5 milhões de nascidos vivos. A equipe destacou que, sem os modelos, a complexidade e o risco teriam sido maiores. Augusto, o bebê sobrevivente, hoje tem quase 3 anos e apresenta desenvolvimento normal.

O evento ocorre no âmbito do São Paulo Innovation Week, promovido pelo Estadão e pela Base Eventos. A programação gratuita segue com debates e experiências imersivas em vários CEUs da cidade, com acesso por ordem de chegada. Fonte: Estadão.

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