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Tecnologia no combate ao crime avança no Brasil com bons resultados

Reconhecimento facial avança pelo Brasil, com 116 450 câmeras que capturaram 11 037 foragidos nos últimos dois anos, acelerando ações de segurança pública

PRESENÇA OCULTA - Central de inteligência no Rio: controle do território em tempo real
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  • Câmeras com reconhecimento facial ajudam a prender criminosos em eventos, como a detenção de um procurado durante o show de Shakira na Praia de Copacabana.
  • Em todo o país, 26 estados e o Distrito Federal já usam IA em câmeras, e prefeituras de 508 municípios também adotam a ferramenta para monitorar áreas críticas.
  • Dados de um levantamento mostra que 116.450 câmeras identificaram 11.037 foragidos nos últimos dois anos; antes, as prisões dependiam mais de blitzes ou novos delitos.
  • O programa mais amplo é o Smart Sampa, com cerca de cinquenta mil câmeras, custando 10 milhões de reais por mês; já resultou na prisão de 3.113 foragidos e em 5.120 prisões em flagrante.
  • Desafios persistem: falhas e falsos positivos, vieses (principalmente entre negros e mulheres), bancos de dados incompletos e necessidade de governança e integração entre órgãos.

Em Copacabana, Rio de Janeiro, durante o show de Shakira, um homem foi abordado pela polícia após ser reconhecido pelas câmeras espalhadas pela área. Era Glaucio Felipe Diniz, procurado por lesão corporal, detido na frente de banheiros diante da multidão. A operação evidenciou o uso intenso de reconhecimento facial no aparelho de segurança.

A tecnologia avança no Brasil como parte de um conjunto de medidas de segurança pública. Estados, municípios e o Distrito Federal já adotam ou testam sistemas com leitura de rostos, aliados a câmeras corporais, drones e outros recursos. A expectativa é ampliar o alcance das prisões e a recuperação de mandados.

Dados de um levantamento da VEJA, com 20 secretarias de Segurança e prefeituras, mostram que 116.450 câmeras identificaram 11.037 foragidos nos últimos dois anos. Em paralelo, a cada vez maior capacidade de leitura rápida facilita respostas rápidas das equipes de patrulha.

Além do reconhecimento facial, Goiás e Espírito Santo investem em análise preditiva para mapear áreas de maior incidência criminal. Rio Grande do Sul utiliza monitoramento em tempo real com uso de tornozeleiras para agressores e geolocalização para vítimas. Balneário Camboriú utiliza drones com IA para agilizar ações.

A Bahia destaca exemplos de prisões associadas a redes de proteção social: nos últimos quatro anos, a integração de câmeras levou ao aumento de detenções. Em Salvador, campanhas de fiscalização também capturaram fugitivos durante blocos de carnaval. Programas públicos costumam destacar a eficiência das imagens.

No âmbito paulista, o programa Smart Sampa reúne cerca de 50 mil câmeras sob gestão privada com custo mensal de 10 milhões de reais. A iniciativa já resultou na prisão de milhares de foragidos e na detenção de flagrantes, ampliando a presença de controle urbano.

Desafios permanecem. Mesmo com eficácia, falhas e falsos positivos podem afetar cidadãos inocentes, e a percepção de viés racial em sistemas de IA é tema recorrente. A qualidade dos bancos de dados e a comunicação entre órgãos ainda exigem aperfeiçoamentos estruturais.

O governo federal anunciou, no fim do mandato, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, com orçamento estimado em 11 bilhões de reais. O objetivo é ampliar o combate a armas, endurecer o sistema prisional e promover ações tecnológicas, como rastreamento de fluxos financeiros e uso de drones.

Especialistas ressaltam que a tecnologia sozinha não resolve o problema. A câmera funciona melhor quando integrada a uma atuação policial investigativa eficiente e a mecanismos de governança. A implementação bem-sucedida depende de cooperação entre forças, controles e dados confiáveis.

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