- Tesla publicou dados federais sobre 17 incidentes envolvendo robotáxis entre julho de 2025 e março de 2026, em Austin, quando operadores remotos teriam dirigido o veículo para objetos na via.
- Em pelo menos dois casos, os operadores remotos parecem ter contribuído para as colisões, ao direcionar os carros autônomos de forma manual.
- Nos dois acidentes, havia “monitores de segurança” no banco do passageiro, sem passageiros a bordo, e as velocidades foram inferiores a dez mph.
- Em julho de 2025, o monitor sofreu ferimentos “leves” após o carro subir a meio-fio e bater em uma cerca metálica a oito mph; não houve hospitalização.
- Em janeiro de 2026, outro incidente ocorreu com a mesma necessidade de ajuda remota; o carro atingiu uma barricada de construção a nove mph, sem relatos de feridos, conforme a Tesla.
Entre julho de 2025 e março de 2026, a Tesla informou ao público federal detalhes sobre 17 incidentes envolvendo seus robotáxis. Em pelo menos dois casos, trabalhadores humanos operaram à distância os veículos autônomos, levando-os a colidir com objetos na via, conforme dados publicados pela empresa.
Os choques ocorreram em Austin, com monitores de segurança na posição de passageiros para supervisionar a condução autônoma ainda embrionária. Em ambos os casos, as colisões ocorreram abaixo de 10 milhas por hora, sem passageiros a bordo. As informações foram divulgadas pelo veículo como complemento a relatos anteriores.
Em um episódio, ocorrido em julho de 2025, o monitor de segurança sofreu ferimentos leves após o operador remoto conduzir o veículo a um meio-fio e bater em uma cerca metálica a 8 mph. O monitor solicitou auxílio à equipe de condução remota e não foi hospitalizado. Em outro caso, em janeiro de 2026, o mesmo tipo de intervenção levou o veículo a bater em uma barricada de construção temporária a 9 mph, com o choque provocando apenas danos na dianteira esquerda e sem feridos relatados.
Contexto e implicações
A Tesla não respondeu aos pedidos de comentário feitos pela WIRED. As informações destacam o papel humano de apoio à condução de veículos autônomos, uma área de operação que demanda monitoramento constante e intervenção quando necessário. Em contratos, as operadoras remotas costumam orientar o software, mas a Tesla tem mantido esse envolvimento com maior frequência que outras empresas do setor.
Outras companhias costumam permitir entrada remota apenas para instruções pontuais no software, com o sistema podendo aceitar ou rejeitar as sugestões. Em depoimentos anteriores, a Waymo informou que atuava com operadores remotos em velocidades muito baixas apenas em fases de treinamento, sem uso ativo em vias públicas. Questões sobre conectividade e percepção situacional dos veículos continuam em debate entre especialistas e reguladores.
A operação de robotáxis da Tesla está presente em três cidades do Texas: Austin, Dallas e Houston, com menos de 100 veículos ativos ao todo. Em comparação, a Waymo opera milhares de unidades nos EUA. Relatórios recentes indicam tempos de espera elevados em Houston e Dallas, onde os serviços começaram em abril, enquanto em Austin a disponibilidade ainda pode variar.
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