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Bombardeiro experimental supersônico dos EUA atinge altitudes com compressão

Programa supersônico da Guerra Fria testou sustentação por compressão; apenas dois protótipos, um colidiu, legado técnico influenciou projetos posteriores

Ilustração do XB-70 usando ondas de choque para sustentação
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  • O XB-70 Valkyrie foi um bombardeiro experimental supersônico da North American Aviation, com 56,6 metros de comprimento e velocidade máxima acima de Mach três.
  • O projeto explorava sustentação por compressão, com asas delta móveis que podiam inclinar as pontas em até 65 graus para melhorar a estabilidade em altas velocidades.
  • Dois protótipos foram feitos; o primeiro voou em 21 de setembro de 1964 e atingiu Mach três pela primeira vez em 14 de outubro de 1965, enquanto o segundo foi destruído em 8 de junho de 1966 após colisão em voo de formação.
  • O programa foi encerrado em 1969 por custos, mudanças estratégicas e avanços de mísseis, mas contribuiu para avanços em materiais resistentes ao calor e aerodinâmica de alta velocidade.
  • O único exemplar existente fica no Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos, em Dayton, Ohio.

O bombardeiro experimental norte-americano XB-70 Valkyrie chamou atenção ao soar como uma nave espacial, voando acima de Mach 3 e explorando a sustentação por compressão para atingir altas altitudes. O projeto surgiu na era da Guerra Fria, buscando testar limites do voo supersônico.

Desenvolvido pela North American Aviation, o XB-70 tinha 56,6 metros de comprimento, seis motores e foi concebido como possível substituto do B-52, embora nunca tenha entrado em serviço operacional. Sua aparência destacava-se pelas asas delta e pontas móveis, que se inclinavam para baixo em voo.

Com a sustentação por compressão, o avião utilizava as ondas de choque geradas pelo próprio deslocamento para se manter estável em altas velocidades. As pontas das asas podiam chegar a 65 graus acima de Mach 3, ajudando a prender as ondas de choque e reduzir o arrasto.

A aeronave combinava fuselagem branca, asas delta móveis e dois estabilizadores verticais, formando uma silhueta incomum para bombardeiros da época. O projeto previa uma arquitetura capaz de suportar calor e pressão em voos próximos a Mach 3, com controle avançado em altas velocidades.

A ficha técnica do Valkyrie evidencia a escala: 56,6 metros de comprimento, envergadura de 32 metros, peso máximo de decolagem de 242.600 kg, velocidade máxima de 3.309 km/h (Mach 3,1) e teto de serviço de 23.590 metros. Apenas dois protótipos foram construídos para pesquisas.

Entre os objetivos de altitude elevada e velocidade extrema, o XB-70 foi pensado para reduzir a vulnerabilidade frente a defesas da época. A proposta previa cruzar altitudes superiores a 21.000 metros mantendo Mach próximo de 3, mas o cenário militar mudou com o avanço de mísseis, comprometendo a viabilidade operacional.

O programa teve fim em 1969, influenciado por custos elevados e pela evolução tecnológica. Os testes, porém, deixaram legados importantes em materiais resistentes ao calor, dinâmica de asas delta em alta velocidade e estudos de ondas de choque aplicados a projetos subsequentes.

Dois protótipos foram construídos; o primeiro voou em 1964 e atingiu Mach 3 pela primeira vez em 1965. O segundo protótipo foi destruído em 1966 após colisão com um F-104 durante voo de formação, resultando na morte de Carl Cross e Joe Walker.

O exemplar restante do XB-70 ficou preservado no Museu Nacional da Força Aérea dos EUA, em Dayton, Ohio. Em exposição, ele funciona como testemunho de uma fase em que a engenharia investiu forte na compreensão do voo supersônico pesado.

O Valkyrie, mesmo sem cumprir o papel militar imaginado, consolidou-se como marco técnico. Ele mostrou até onde a engenharia norte-americana avançava para entender voos de alta velocidade e altas altitudes, influenciando pesquisas subsequentes.

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