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Cientistas suecos e franceses identificam 27 substâncias que atraem mosquitos

Estudo conjunto sueco-francês identifica 27 substâncias que atraem mosquitos Aedes aegypti, incluindo o álcool de cogumelos, explicando variação individual

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  • Cientistas suecos e franceses identificaram 27 substâncias que atraem o mosquito Aedes aegypti, em estudo com a pele de dezenas de mulheres.
  • A substância-chave é o 1-octen-3-ol, conhecido como “álcool de cogumelos”, produzida pela decomposição do sebo da pele; gestantes no segundo trimestre apresentaram maior atratividade.
  • O mosquito usa um “radar” em dois passos: CO₂ exalado à distância e, próximo de dez metros, o odor corporal que confirma o alvo.
  • Cerca de 67% da atratividade está ligada a genética e à microbiota da pele; hábitos diários, como exercícios intensos e consumo de cerveja, também influenciam, além do sangue tipo O, que libera antígeno H.
  • A descoberta pode embasar o desenvolvimento de repelentes mais eficientes, bloqueando moléculas atrativas, com avanços esperados na saúde pública.

Para entender por que mosquitos picam algumas pessoas com mais frequência, cientistas suecos e franceses investigaram as pistas químicas do nosso corpo. A pesquisa identificou 27 substâncias que atraem o Aedes aegypti, revelando uma assinatura química invisível que torna certos indivíduos alvos preferenciais.

O estudo foi conduzido pela Universidade Sueca de Ciências Agrícolas, com participação do Instituto Francês de Estudos do Desenvolvimento. Ao analisar a pele de dezenas de mulheres em condições controladas, os pesquisadores constataram que, entre quase mil substâncias voláteis exaladas pela pele, apenas 27 despertam a atração do mosquito.

Entre os achados, destaca-se a substância 1-octen-3-ol, conhecida como álcool de cogumelos, que surge a partir da decomposição do sebo da pele. Pessoas que secretam níveis ligeiramente maiores dessa molécula, como gestantes no segundo trimestre avaliadas no estudo, mostram maior probabilidade de ser picadas.

Como funciona o radar dos mosquitos

A atração ocorre em etapas evolutivas. A distância inicial é marcada pelo dióxido de carbono exalado pela respiração. Ao aproximar-se, o mosquito utiliza um olfato afiado para combinar o CO₂ com as 27 substâncias da pele, afinando o sinal e guiando-se até a vítima.

Fatores que modulam a atratividade

A pesquisa aponta que a atratividade não é fixa. Cerca de 67% é influenciada por genética e pela microbiota da pele, ou seja, as bactérias naturais presentes na superfície da pele. Há impactos adicionais de hábitos diários: atividades físicas intensas elevam a temperatura corporal e o suor, aumentando o “banquete” para os mosquitos. Consumir cerveja também eleva o CO₂ exalado e altera a química da pele. Pessoas com sangue do tipo O liberam o antígeno H, ingrediente atraente para os insetos.

Relevância e impactos práticos

Descobrir o conjunto de moléculas que atrai mosquitos pode orientar o desenvolvimento de repelentes mais específicos, capazes de bloquear as substâncias-chave e tornar as pessoas menos visíveis aos mosquitos. Enquanto novas formulações não chegam ao mercado, reconhecer que a atratividade varia com metabolismo e hábitos ajuda a adotar medidas preventivas no dia a dia.

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