- Dia mundial da Doença Celíaca é celebrado em 16 de maio; a condição afeta cerca de 1% da população e envolve inflamação no intestino delgado ao consumir glúten.
- A forma de tratamento é uma dieta totalmente livre de glúten, sem incluir trigo, centeio, cevada e derivados; a aveia é considerada apenas quando certificada sem glúten.
- Os sinais variam e nem sempre são digestivos; podem incluir anemia, fadiga, distensão abdominal, perda de peso e deficiências de vitaminas, além de manifestações menos frequentes como dermatite herpetiforme e alterações menstruais.
- O glúten pode estar presente de modo oculto em alimentos industrializados e há risco de contaminação cruzada; é essencial ler rótulos e verificar se o produto contém ou não glúten.
- Não há medicamento para curar a doença; o controle depende da dieta e do acompanhamento médico e nutricional para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.
A doença celíaca, condição autoimune que atinge cerca de 1% da população mundial, ganha destaque neste 16 de maio, Dia Mundial de Conscientização. O foco é entender a relação entre glúten e inflamação intestinal, bem como promover diagnósticos precoces e tratamentos adequados.
Desencadeada pela ingestão de glúten, presente em trigo, cevada e centeio, a doença provoca reação inflamatória no intestino delgado. Isso dificulta a absorção de ferro, cálcio e vitaminas, segundo a médica Dra. Daniela Antenuzi.
Ela explica que a doença ocorre em pessoas geneticamente predispostas e não deve ser confundida com alergia ao trigo ou com sensibilidade ao glúten. Os mecanismos e prognósticos são distintos, mesmo quando alguns sintomas se assemelham.
O que caracteriza a doença
Os sinais nem sempre aparecem de forma clássica. O intestino é o principal órgão afetado, mas muitos pacientes não apresentam sintomas digestivos evidentes. Diarreia, dor abdominal e flatulência são comuns, mas erros de absorção também podem ocorrer.
Manifestações menos frequentes incluem dermatite herpetiforme, alterações menstruais, abortos de repetição, problemas neurológicos, distúrbios hepáticos e alterações no esmalte dos dentes.
Dieta sem glúten como tratamento
Para controlar a doença e recuperar a mucosa intestinal, a dieta precisa ser totalmente livre de glúten, associada a acompanhamento médico e nutricional. Não existe exclusão parcial recomendada.
A aveia pode ser consumida apenas se certificada como sem glúten e sob orientação profissional. O glúten pode estar oculto em molhos, temperos, embutidos, chocolates, bebidas e em processos de contaminação cruzada. Ler rótulos é essencial.
Qualidade nutricional e acompanhamento
A substituição por farinhas sem glúten costuma exigir atenção à qualidade nutricional. Feitos com amidos e farinhas refinadas, eles podem reduzir fibras e micronutrientes. Ferro, folato, vitaminas do complexo B, vitamina D, cálcio, magnésio e zinco requerem monitoramento.
Pacientes que não seguem a dieta têm maior risco de osteoporose, deficiências nutricionais, distúrbios hormonais e, em casos graves, linfoma intestinal ou outros cânceres. A retirada total do glúten costuma melhorar sintomas e qualidade de vida, mas não há cura.
Dicas práticas para uma dieta segura
1. Escolha alimentos in natura ou minimamente processados.
2. Leia os rótulos com atenção, buscando termos que indiquem presença ou ausência de glúten.
3. Não confunda sem trigo com sem glúten; outros cereais podem conter glúten.
4. Evite produtos a granel para reduzir contaminação cruzada.
5. Separe utensílios e alimentos em casa para evitar migalhas.
6. Cuidado com óleos de fritura compartilhados.
7. Pergunte sobre preparo em restaurantes para evitar contaminação.
8. Inclua fibras diariamente: frutas, verduras, leguminosas e grãos sem glúten.
9. Evite ultraprocessados sem glúten de alto teor de açúcar, gordura ou sal.
10. Mantenha acompanhamento médico e nutricional regular.
A orientação de profissionais, como nutricionistas e médicos, é fundamental para diagnóstico, planejamento dietético e monitoramento de deficiências. O objetivo é reduzir desconfortos e prevenir complicações, mantendo a saúde intestinal estável.
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