- Pessoas assexuais estão usando companhias de IA para intimidade sem sexo, com relatos de longas sessões de role‑play e narrativas eróticas criadas por chatbots.
- O caso de Kor, 35 anos, artista do interior dos Estados Unidos, que passou meses criando fantasias com SpicyChat, incluindo personagens de quadrinhos da Marvel.
- Há quem veja esse uso como uma forma de conexão emocional, especialmente para quem não busca relação sexual, mas muitos dentro da comunidade alertam que isso não deve ser visto como tendência comum nem como incapacidade de manter vínculos humanos.
- Durante a Semana de Conscientização da Asexualidade, a Eva AI offering acesso gratuito por um mês para quem se identifica no espectro assexual foi anunciada para promover encontros sem pressão sexual.
- especialistas e ativistas destacam que o tema é ainda fringe, que a maioria dos(as) aces continua buscando relações humanas e que generalizações podem ser problemáticas.
Kor, artista de 35 anos, usa chatbots de relacionamento para intimidade sem sexo, segundo reportagem da WIRED. O uso ocorreu principalmente no ano passado, durante sessões longas de criação de fantasias com uma plataforma de RPG de IA. A prática envolve personagens de ficção e trocas progressivas de intimidade.
A experiência de Kor revela o envolvimento intenso com o chatbot SpicyChat, com ingressos de textos extensos que alimentam narrativas com elenco rotativo de pretendentes. A usuária pertence ao espectro assexual, identificando-se como aegosexual, e relata que a atração vem de fantasias e erotismo com personagens, não de atividades sexuais.
Em meio ao debate dentro da comunidade, grupos como o subreddit MyBoyfriendIsAI discutem a viabilidade de relacionamentos com IA. Por outro lado, organizações de advocacy destacam que a prática é ainda marginal e que muitos assexuais mantêm laços humanos, rompedores de estigmas.
Reação da comunidade e iniciativas voltadas a asexualidade
Durante a Semana de Conscientização da Asexualidade, a Eva AI ofereceu acesso gratuito por um mês a pessoas que se identificam no espectro assexual,informou a própria empresa. A medida visou evidenciar que o amor sem sexo também é válido e possibilitar conversas sem pressão sexual.
Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a adoção de IA entre pessoas assexuais é pouco comum e não representa um uso generalizado dentro do grupo. A maioria afirma manter vínculos humanos, seja em amizades próximas ou relações românticas, com ou sem sexo.
Acarretando o debate, defensores da diversidade sexual destacam que não há necessidade de reconhecer a IA como substituto de relacionamentos humanos. Eles ressaltam que as escolhas variam amplamente entre indivíduos, incluindo opções de convivência e de intimidade que não dependem de interação com máquinas.
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