- Milhões de poços de óleo e gás inativos existem nos Estados Unidos, com muitos sem dono oficial e potencial para poluir água subterrânea e liberar metano.
- Estados bipartidários estudam transformar esses poços em usinas de energia geotérmica, aproveitando a infraestrutura já instalada e dados do subsolo.
- Em Oklahoma, o Senado avalia um projeto de lei para permitir que empresas comprem poços abandonados e os convertam em energia geotérmica ou em armazenamento subterrâneo; há mais de vinte mil poços identificados no estado.
- O custo para consertar um único poço pode variar entre 75 mil a 150 mil dólares, dependendo da localização e da complexidade da limpeza.
- Iniciativas já foram adotadas em Alabama, Dakota do Norte e Colorado, com estudos técnicos e leis para viabilizar a repotencialização para geotermia e outras aplicações energéticas.
Oklahoma e outros estados estudam transformar poços de petróleo e gás abandonados em usinas de energia geotérmica ou em armazenamento de energia subterrâneo. Mais de 20 mil poços sem uso foram identificados em Oklahoma, segundo autoridades locais. A ideia é aproveitá-los para reduzir emissões e ampliar a oferta de energia limpa.
O conceito, ainda incipiente, passa por regulamentações que facilitem a compra, reaproveitamento e financiamento dessas estruturas. Em Oklahoma, o projeto de lei conhecido como Well Repurposing Act já foi aprovado pela Câmara e mira incentivadores e compradores privados.
No Michigan, Alabama e Colorado, iniciativas legislativas e estudos técnicos também avançam para avaliar viabilidade de conversão de poços ociosos para geotermia. Em alguns estados, há também estudo sobre armazenamento de energia em cavernas e reservatórios subsolo.
Potencial e desafios
Geotermia usa fluidos que aquecem ao circularem no subsolo, gerando eletricidade ou aquecendo edifícios. O maior entrave é que muitos poços atingem temperaturas médias, o que limita a produção de energia elétrica. Entender o carbono contido e evitar contaminação é essencial.
Especialistas destacam custos elevados de conversão. Também há desafios técnicos, como manter a integridade dos poços ao redirecionar fluidos e evitar a mistura de substâncias indesejadas. Ainda assim, a experiência de setores de petróleo ajuda no desenvolvimento.
Pesquisas em andamento
Em Oklahoma, quatro poços usados em estudo podem fornecer calor para escolas e residências de Tuttle, com financiamento de US$ 1,7 milhão do Departamento de Energia. O projeto enfrenta pausas, mas continua a avançar conforme liberação de recursos.
Pesquisadores da Pensilvânia estudam usar poços abandonados para aquecer estufas agrícolas e campus universitário, além de armazenar energia. A intenção é criar modelos de negócios que tornem a tecnologia economicamente viável.
Em resumo, a reabilitação de poços ociosos aparece como uma opção com benefícios ambientais, mas exige avanços tecnológicos, regulamentação ágil e investimentos constantes. A pauta ganhou apoio bipartidário e já inspira ações regionais para ampliar a matriz de energia limpa.
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