- Estudo publicado na Physical Review Letters sugere que raios cósmicos de ultra-alta energia podem ter origem em colisões entre estrelas de nêutrons.
- Pesquisas indicam que núcleos ultrapesados superam partículas leves na sobrevivência pelo espaço, aumentando a probabilidade de chegar à Terra com energias extremas.
- A notícia ganhou impulso após a detecção da partícula Amaterasu, em 2021, cuja energia foi estimada em cerca de 40 milhões de vezes aquelas de partículas do Large Hadron Collider.
- Simulações mostram que eventos como colisões de estrelas de nêutrons, explosões ligadas à formação de buracos negros e supernovas extremamente energéticas podem funcionar como aceleradores naturais.
- Com avanços de observatórios e detectores, os cientistas esperam confirmar se esses raios carregam elementos ultrapesados, contribuindo para entender a origem desses fenômenos.
O estudo publicado na revista Physical Review Letters aponta uma possível explicação para os raios cósmicos de ultra-alta energia, partículas extremamente rápidas que chegam à Terra. A hipótese envolve colisões entre estrelas de nêutrons e outros eventos cósmicos violentos.
Pesquisadores destacam que alguns raios cósmicos ultrapotentes podem ser núcleos atômicos mais pesados que o ferro. Entre os candidatos, destacam-se colisões de estrelas de nêutrons, explosões associadas à formação de buracos negros, supernovas extremas e colapsos de estrelas magnetizadas.
A detecção da partícula Amaterasu, em 2021, intensificou o debate. Com energia estimada em cerca de 40 milhões de vezes maior que as partículas do LHC, ela sugeriu trajetórias que apontavam para regiões sem fontes evidentes, ampliando o mistério.
Simulações indicam que elementos ultrapesados resistem melhor à dissipação de energia pelo espaço. Essas partículas teriam maior probabilidade de manter energias extremas ao percorrer milhões de anos-luz até a Terra.
Colisões de estrelas de nêutrons
As colisões entre estrelas de nêutrons geram liberação de energia, ondas gravitacionais e rajadas de raios gama. Estima-se que tais condições atuem como aceleradores naturais para núcleos pesados.
Essa hipótese reforça a ligação entre raios cósmicos extremos e fenômenos cósmicos extremos, como buracos negros e eventos de ondas gravitacionais. A teoria busca explicar como energias elevadas são alcançadas.
A expectativa é que novos telescópios e detectores tragam evidências adicionais sobre a composição dos raios cósmicos de ultra-alta energia. A confirmação dependerá de dados observacionais consistentes.
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