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Projeto pode reposicionar o país no mercado de lúpulo

Projeto da Coppe/UFRJ, em parceria com Aprolúpulo, pode posicionar o Brasil como referência global em lúpulo tropical, com até duas safras e meia por ano

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  • Pesquisadores do Casulo/Coppe, da UFRJ, lideram projeto para adaptar o lúpulo ao clima tropical e criar uma nova cadeia produtiva no Brasil, com foco em cultivo, processamento e qualidade em laboratório próprio.
  • A parceria com a Aprolúpulo resultou no Mapa do Lúpulo Brasileiro 2024, estratégico para orientar pesquisas, políticas públicas e investimentos.
  • O objetivo é produzir extratos de lúpulo por meio de tecnologia de extração com CO₂, com padronização, rastreabilidade e fornecimento em escala para cervejarias artesanais e indústrias.
  • A região escolhida para receber investimentos concentrará conhecimento, inovação e atuação produtiva, acelerando o desenvolvimento regional e a substituição de importações.
  • Em 2024, a produção mundial foi de cerca de 114 mil toneladas; o Brasil produziu 81 toneladas, com demanda interna de aproximadamente 7 mil toneladas e mercado estimado em cerca de R$ 878 milhões por ano.

O Coppe/UFRJ lidera um projeto que pode reposicionar o Brasil no mercado de lúpulo. A iniciativa busca adaptar a produção ao clima tropical e tornar o país referência global na cadeia, desde cultivo até fornecimento de extratos padronizados.

O Centro Avançado em Sustentabilidade, Casulo, atua em parceria com a Aprolúpulo para mapear o lúpulo brasileiro e orientar políticas públicas, investimentos e pesquisa. O objetivo é criar uma nova cadeia produtiva integrada.

O Mapa do Lúpulo Brasileiro 2024, elaborado pelo Casulo em parceria com a Aprolúpulo, já orienta decisões de investimento e de capacitação técnica. O documento foi publicado em março de 2026 e deve guiar estratégias regionais.

O projeto prevê produção de extratos de lúpulo por meio de extração com CO₂, com padronização, rastreabilidade e fornecimento em escala. Os insumos visam atender cervejarias, indústrias farmacêuticas e outros setores.

Amanda Xavier, coordenadora do Programa de Engenharia de Produção, explica que a ideia é ligar cultivo, tecnologia de precisão, processamento industrial e controle de qualidade em laboratório próprio. O Casulo vê ganhos de eficiência e competitividade.

A região escolhida para receber investimentos deve concentrar conhecimento técnico e inovação, fortalecendo o ecossistema entre produção, indústria e pesquisa. A localização é vista como motor de desenvolvimento regional.

O Mapa do Lúpulo já orienta decisões sobre infraestrutura, capacitação técnica e melhoramento genético. A coordenadora destaca que o estudo ajuda a planejar protocola de pós-colheita adaptado ao clima tropical.

Em 2024, a produção mundial de lúpulo ficou em cerca de 114 mil toneladas. O Brasil participou com apenas 81 toneladas, atendendo a demanda interna estimada em 7 mil toneladas. O mercado brasileiro movimenta aproximadamente R$ 878 milhões ao ano.

A diferença entre produção local e consumo evidencia dependência de importações, abrindo espaço para expansão. A iniciativa do Coppe/UFRJ pretende acelerar a substituição de importações e inserir o Brasil em cadeias de maior valor agregado.

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