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RDC identifica variante mais letal do Ebola

Variante Bundibugyo do ebola é identificada na RDC sem vacina nem tratamento específico, elevando o risco de propagação e letalidade potencial alta

Centro de tratamento contra o ebola, em 7 de novembro de 2018 em Bunia, na República Democrática do Congo (Imagem de ilustração)
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  • A República Democrática do Congo identificou a variante Bundibugyo do vírus ebola, para a qual não há vacina disponível, dificultando o controle da epidemia.
  • Até agora são 88 mortes possivelmente relacionadas ao vírus entre 336 casos suspeitos, com números baseados principalmente em casos não confirmados devido a testes limitados.
  • O foco da epidemia é a província de Ituri, na fronteira com Uganda e Sudão do Sul, em áreas de mineração com acesso dificultado pela violência e pela segurança.
  • Na sexta-feira, o Africa CDC alertou para alto risco de propagação; Uganda confirmou a morte de um cidadão congolês em Kampala, sem registro de casos locais.
  • Não há tratamento específico ou vacina para a variante Bundibugyo; autoridades reforçam medidas de saúde pública e controle de deslocamentos para tentar conter a transmissão.

A República Democrática do Congo enfrenta um surto de Ebola causado pela variante Bundibugyo, para a qual não há vacina. A transmissão ocorre em Ituri, região fronteiriça com Uganda, e já provocou uma morte na Uganda vizinha. A situação é complexa pela ausência de imunização específica.

Até sábado, 16, a Africa CDC registrava 88 mortes possivelmente ligadas ao vírus, entre 336 casos suspeitos. Testes laboratoriais são limitados pela dificuldade de acesso a áreas de alto risco na RDC.

A epidemia já havia ocorrido na região de Ituri entre agosto e dezembro de 2025, com pelo menos 34 mortes. Entre 2018 e 2020, a RDC enfrentou a epidemia mais letal, com cerca de 2.300 mortes em 3.500 infectados.

A variante Bundibugyo já causou apenas duas grandes epidemias no mundo: em Uganda (2007) e na RDC (2012). Não há vacina nem tratamento específico para essa variante, segundo autoridades de saúde.

O ministro da Saúde da RDC informou que a taxa de letalidade pode chegar a 50% para essa variante. A OMS ressalta o alto risco de propagação para vizinhos na África Oriental, caso não haja controle.

O primeiro caso suspeito envolve um enfermeiro que procurou atendimento em Bunia, em 24 de abril. Desde então, Bunia, Mongbwalu e Rwampara registraram casos suspeitos, com maior impacto em Mongbwalu e Rwampara.

Profissionais da saúde alertam para a gravidade da transmissão, com dificuldade de isolamento e alta mortalidade em domicílios. A coordenação internacional espera reforço logístico.

A OMS planeja envio aéreo de cinco toneladas de materiais a Kinshasa. O transporte de insumos na RDC enfrenta desafios logísticos devido à extensão do território e às vias precárias.

A epidemia é a 17ª registrada na RDC desde 1976. Outros países africanos já passaram por surtos recentes, como Guiné e Serra Leoa. A transmissão ocorre por fluidos corporais, com incubação de até 21 dias.

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