- Estudo publicado na revista Stroke (Ridha et al., 2026) acompanhou cerca de 20 mil adultos por aproximadamente 10 anos e identificou relação entre histórico de infarto e piora cognitiva ao longo do tempo.
- Sobreviventes de infarto apresentaram aumento médio anual de 5% no risco de comprometimento de memória, atenção e raciocínio em comparação com quem não sofreu ataque.
- Infartos silenciosos, sem diagnóstico claro, também foram ligados a declínio cognitivo mais rápido, com frequência maior entre mulheres.
- Os pesquisadores utilizaram dados do projeto REGARDS e realizaram avaliações cognitivas anuais, ajustando por idade, diabetes, hipertensão, depressão, tabagismo, obesidade e atividade física.
- O estudo reforça a conexão entre saúde cardiovascular e cérebro, destacando que hábitos como alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas, controle da pressão arterial e do colesterol, além de sono adequado, ajudam a proteger as funções cognitivas.
O ataque cardíaco pode acelerar o declínio cognitivo, aponta estudo publicado na revista Stroke. A pesquisa acompanhou mais de 20 mil adultos por cerca de 10 anos e observou relação entre histórico de infarto e piora das funções de memória, atenção e raciocínio.
Survivors de infarto apresentaram, em média, um aumento anual de 5% no risco de comprometimento cognitivo, em comparação com quem nunca teve ataque. Os resultados persistiram mesmo após ajustar por idade, diabetes, pressão alta e outros fatores.
Os investigadores ressaltam que o coração e o cérebro compartilham a circulação sanguínea e que alterações vasculares podem reduzir oxigênio e nutrientes ao cérebro, contribuindo para desgaste cognitivo progressivo.
Infartos silenciosos também preocupam
O estudo também avaliou infartos silenciosos, sem sintomas perceptíveis. Nessas situações, exames indicaram lesões cardíacas prévias que aparecem sem diagnóstico formal. Entre as mulheres, esses episódios apresentaram maior frequência.
Por que isso ocorre?
Pesquisadores sugerem que o infarto é sinal de problemas mais amplos na circulação. Vasos comprometidos, inflamação e alterações metabólicas podem acelerar o envelhecimento cerebral, favorecendo piora da memória e do raciocínio.
Hábitos saudáveis fazem diferença
Medidas de prevenção cardiovascular podem proteger também o cérebro: alimentação equilibrada, atividade física regular, controle da pressão arterial e do colesterol, manejo do açúcar no sangue, sono adequado e abandono do tabagismo.
O estudo reforça que histórico de ataque cardíaco pode estar ligado a declínio mais rápido da memória e do raciocínio, ressaltando a importância de cuidados contínuos com a saúde cardiovascular ao longo da vida.
Entre na conversa da comunidade