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Assassino mata galerista de Nova York; julgamento por crime pago agita a arte

Caso de homicídio por encomenda envolve divórcio e disputa de patrimônio, chocando o mercado de arte de Nova York

Brent Sikkema attend House of Hennessy Presents Secret Americana: Jean-Michel Othoniel’s First Solo Exhibition in New York at Sikkema Jenkins & Co. on March 6, 2008 in New York City.
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  • Daniel Sikkema é acusado de contratar alguém para matar o marido, Brent Sikkema, durante o divórcio e disputas financeiras.
  • O assassinato ocorreu no dia 14 de janeiro de 2024, quando o suspeito no Brasil, Alejandro Triana Prevez, supostamente matou Brent a facadas na casa dele no Rio de Janeiro.
  • Prevez teria desferido dezoito golpes contra Brent antes de deixar o local, cobrindo o corpo com um travesseiro e um cobertor.
  • Prevez alegou às autoridades brasileiras que Daniel Sikkema planejava o crime, o que levou a uma operação que resultou no início de um julgamento por assassinato por encomenda em Nova York.
  • A promotoria sustenta que Daniel atuou por motivos de divórcio e dinheiro, citando mensagens e gravações que indicariam movito, incluindo pedidos de transferência de valores e discussões sobre a herança.

Daniel Sikkema, empresário e colecionador, é acusado de contratar alguém para assassinar o seu então marido, Brent Sikkema, durante um divórcio que envolvia disputas financeiras. O suposto homicídio ocorreu na madrugada de 14 de janeiro de 2024, na residência de Brent em Rio de Janeiro, conforme documentos judiciais nos EUA.

O agressor, Alejandro Triana Prevez, teria invadido a casa pelo acesso à cozinha, subindo ao quarto de Brent e desferindo golpes com uma faca. De acordo com a ação civil, o ataque envolveu 18 perfurações na cabeça, pescoço e tronco, e o corpo foi coberto com travesseiro e cobertor antes da saída de Prevez.

Horas depois da agressão, o suspeito foi preso pelas autoridades brasileiras. Menos de duas semanas depois, ele teria feito uma confissão que implicaria o ex-marido de Brent como mandante do crime, segundo a denúncia apresentada em tribunal em Nova York.

Envolvidos e motivações

Brent Sikkema, fundador da galeria de arte contemporânea Wooster Gardens, com atuação em Manhattan e depois Chelsea, tornou-se figura central no caso após o divórcio com Daniel Sikkema. O acervo da galeria incluiu artistas como Kara Walker e Vik Muniz, e a instituição passou a ser associada a iniciativas de diversidade.

Prosecutores argumentam que Daniel Sikkema planejou o assassinato para obter benefícios financeiros, inclusive valores que seriam devidos em um possível acordo de divórcio. Registros de mensagens de voz e textos apresentados no processo citam o suposto interesse em transferir recursos e discutir a guarda de um filho.

Processo e desdobramentos

O caso levou a um processo de homicídio por encomenda no tribunal federal de Manhattan, além de ações civis ligadas ao fim do casamento. Em apresentações iniciais, o Ministério Público destacou mensagens de Daniel associando o desejo de manter vantagem financeira com o desfecho violento do relacionamento.

Daniel Sikkema sustenta inocência e argumenta que não há prova de que tenha contratado Prevez. O defensor afirma que não existem mensagens comprovando uma conspiração para matar Brent, apontando possíveis distorções em relatos de testemunhas.

Contexto artístico e histórico

Brent Sikkema criou e expandiu uma galeria de destaque no circuito de arte contemporânea, com atuação marcante no cenário de Nova York. A instituição manteve um perfil internacional, representando artistas de diversas origens e contribuindo para a diversificação do espaço artístico.

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