- Cientistas mediram pela primeira vez a potência dos jatos de energia de um buraco negro, em Cygnus X-1.
- Os jatos têm energia equivalente a mil vezes a do Sol e avançam a cerca de 540 milhões de quilômetros por hora.
- Cerca de 10% da energia gerada pela matéria que cai no buraco negro é convertida em jatos.
- O estudo revelou, por meio de um método inovador, a capacidade de medir diretamente essa potência.
- A descoberta ajuda a entender a influência dos jatos na evolução de galáxias.
Cientistas anunciaram a primeira medição direta da potência dos jatos de energia cósmica emitidos por um buraco negro. A pesquisa foi realizada pela comunidade científica internacional, envolvendo observações de um sistema binário conhecido como Cygnus X-1. O estudo explica como esses jatos são gerados a partir do material que cai na gravidade do buraco negro e não é consumido.
Os pesquisadores observaram que os jatos atingem a energia equivalente a mil sóis e se deslocam pelo espaço a 540 milhões de quilômetros por hora. Além disso, apontaram que cerca de 10% da energia gerada pela queda de material no buraco negro se converte nesses jatos. Esse resultado leva a uma compreensão mais precisa de como esses fenômenos influenciam a evolução de galáxias.
A medição direta foi realizada em Cygnus X-1, um sistema composto por um buraco negro e uma estrela gigante azul. O método utilizado permite estimar a potência dos jets, algo que antes era inferido indiretamente a partir de vestígios no espaço. A descoberta abre novas possibilidades de estudo sobre a relação entre buracos negros e desenvolvimento galáctico.
Metodologia e implicações
A atualização metodológica traz pela equipe permite quantificar com maior fidelidade a energia expelida pelos jets. Cientistas ressaltam que entender essa potência ajuda a compreender como a energia liberada pelo buraco negro afeta o gas difuso e a formação de estrelas nas galáxias vizinhas.
Especialistas destacam que o achado pode servir de referência para futuras análises de jatos em outros sistemas cósmicos. O estudo reforça a ideia de que a dinâmica entre buracos negros e seus ambientes é um fator-chave na evolução de estruturas astronômicas ao longo do tempo.
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