- Dia Mundial da Hipertensão reforça alerta sobre a condição crônica, que aumenta o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doenças renais.
- Musculação e treino resistido têm papel importante no controle da pressão arterial, às vezes com resultados iguais ou superiores aos exercícios aeróbicos.
- Estudo da Universidade Estadual Paulista, publicado em Scientific Reports em 2023, mostrou redução significativa da pressão com treino de força duas vezes por semana, por no mínimo oito semanas, com intensidade moderada a vigorosa; cargas acima de 60% da repetição máxima tiveram melhores efeitos.
- A Sociedade Brasileira de Cardiologia atualizou a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial em 2025, formando o treinamento resistido como prática recomendada no mesmo nível de evidência que atividades aeróbias.
- É possível obter benefícios adicionais, como melhora da circulação, da variabilidade da frequência cardíaca, da sensibilidade à insulina e da qualidade de vida, desde que haja orientação profissional adequada; o Ministério da Saúde aponta que cerca de 30% da população adulta brasileira é hipertensa.
O Dia Mundial da Hipertensão é celebrado neste domingo 17, para chamar atenção sobre uma das doenças crônicas mais comuns e perigosas. A data ressalta a necessidade de controle e prevenção.
A hipertensão é muitas vezes chamada de doença silenciosa, pois pode não apresentar sintomas. Sem tratamento, aumenta o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doenças renais.
Muitos ainda associam o controle da pressão a atividades leves. Pesquisas recentes apontam que o treinamento de força pode reduzir riscos cardiovasculares e, em alguns casos, igualar ou superar exercícios aeróbicos.
Profissional de Educação Física Jauan Anselmo destaca que a musculação bem orientada pode ser terapêutica não farmacológica, melhorando função cardiovascular e qualidade de vida.
Anselmo, que comanda a plataforma Jauan Treinos, ressalta a importância de acompanhamento profissional para adaptar intensidade, volume e recuperação a cada pessoa.
Estudo da Unesp, publicado em 2023 na Scientific Reports, analisou 14 ensaios com hipertensos. Mostrou queda significativa da pressão com treino de força moderado a vigoroso.
Os autores indicam que treinos duas vezes por semana, por pelo menos oito semanas, com cargas acima de 60% de 1RM, são eficazes e seguros com supervisão adequada.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia, em 2025, incorporou o treino resistido às Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, igualando-o aos exercícios aeróbicos na evidência para pacientes hipertensos.
Jauan Anselmo destaca que o treino respeita histórico clínico e condicionamento, com controle de intensidade, volume e progressão para manter a segurança.
Além de controlar a pressão, o fortalecimento muscular auxilia circulação, variabilidade da frequência cardíaca e metabolismo, contribuindo para a saúde cardiovascular.
Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 30% da população adulta brasileira tem hipertensão, equivalente a mais de 50 milhões de pessoas.
O diagnóstico precoce continua a estratégia mais eficaz para prevenir complicações, aliado a hábitos saudáveis, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.
Texto escrito por Antônio Anselmo, da AF2 Assessoria de Imprensa
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